Câncer da Tireoide: Recomendações

relogio 05/09/2010 - 13:44

Um destaques do segundo dia do CBEM 2010 foi a conferência "Câncer de Tireoide - O Que os Novos Guidelines Trazem de Novo na Prática?", preferida pela Dra. Laura S. Ward, vice-presidente do Departamento de Tireoide da SBEM.  O objetivo foi analisar, de forma prática, o que muda nos novos guidelines e comparar as recomendações dadas pela American Thyroid Society e pela Latin American Thyroid Society. "Vários consensos têm sido publicados sobre diagnóstico e tratamento. Entretanto, as recentes recomendações nem sempre são apropriadas para diferentes regiões ou países e isso deve ser levado em conta", lembrou a especialista.

De acordo com Dra. Laura, um dos pontos que deve ser destacado é a mudança no perfil do paciente. "O número de casos está aumentando, mas devemos lembrar que esse crescimento se deve à quantidade de tumores pequenos, entre um ou dois centímetros de diâmetro ou os microcarcinomas", afirma. "Deve ser levado em consideração, também, que, embora a grande maioria dos pequenos tumores não evolua clinicamente, precisamos saber como distinguir qual deles pode ou não evoluir", completa.

Para a especialista, a classificação do risco do paciente, num primeiro momento, é muito importante. "É através da análise de risco que optaremos por uma tiroidectomia total, ou parcial", afirma.

A especialista destacou, também, formas eficientes de identificação, entre elas o ultrassom ou a tireoglobulina. "São ótimos marcadores. Além disso, estão surgindo tireoglobulinas mais sensíveis e, se forem usadas juntamente com o ultrassom, é possível que se chegue a uma resultado com quase 100% de certeza", diz a endocrinologista.

Dra. Laura falou ainda sobre a ablação actímica, que em pacientes com baixo risco, não precisa ser feita, e sobre a utilização de TSH recombinante ou LT4, que de acordo com pesquisas, o sucesso é o mesmo.

Sobre a utilização de PCI, a palestrante afirmou que, em caso de dúvida de baixo ou alto risco, pode ser pedido este exame. "O custo é relativamente baixo e nada melhor que como uma imagem para se trabalhar com mais segurança", alerta. "Em caso de alto risco, ele sempre deve ser solicitado", completa.

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