Debates sobre Atividade Física e o Prêmio Atleta SBD

Reconhecer a importância da atividade física no dia a dia, em especial para quem tem diabetes, precisa ser divulgada e incentivada. Recentemente, durante o XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, no Rio de Janeiro, foi entregue o Prêmio Atleta SBD.

A premiação aconteceu no Simpósio Atividade Física, durante o evento, que teve a coordenação do diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Dr. Clayton Luiz Dornelles Macedo, ao lado do Dr. Leão Zagury, ex-presidente da SBD. “É uma grande iniciativa usando o exemplo na educação e o estímulo para melhor controle da patologia”, destacou Dr. Clayton. (foto)

O premiado foi Marcelo Tavares, de 53 anos, com diabetes tipo 1 e que utiliza bomba de insulina há 38 anos. Ele falou da sua ótima experiência com atividade física e a corrida, iniciada quando ainda era adolescente.

“Comecei a correr aos 13 anos. Atualmente sou professor de Educação Física, personal trainer, pós-graduado e com MBA em Gestão de Pessoas. Atuo em duas grandes redes de academia trabalhando 10h por dia. O diabetes nunca me atrapalhou na jornada como atleta de corrida e muito menos no meu trabalho de personal. Auxilio pacientes especiais e busco com a minha experiência encorajar outras pessoas com diabetes a praticarem atividade física.”

Dentro da programação do Congresso, o Dr. Clayton apresentou a palestra “Snack exercise pode ser útil no tratamento do diabetes?”, onde destacou que o exercício físico regular traz diversos benefícios, entre eles o controle glicêmico e manutenção do peso, reduzindo a resistência insulínica e a dose de medicações para o diabetes.

A prática regular protege contra complicações cardiovasculares, associadas ao diabetes, reduzindo gordura corporal, pressão arterial e melhorando o perfil lipídico.

“Participar de um programa de exercício físico leva a uma sensação de bem-estar, melhora a autoestima e aumenta a adesão aos autocuidados necessários para um bom controle do diabetes,” reforçou o endocrinologista.

Exercício e dieta, combinados como mudança de estilo de vida, são capazes de prevenir o diabetes em indivíduos de risco, ressaltou o Dr. Clayton. Associado à alimentação adequada e às medicações, a atividade física é básica e fundamental para a abordagem do diabetes. No entanto, esta ferramenta tão importante normalmente não é adequadamente valorizada, estimulada, avaliada, orientada e supervisionada.

O esporte competitivo, praticado por pessoas com diabetes sob supervisão adequada, torna-se exemplo e uma forma de estímulo a outras pessoas com a patologia, que são sedentárias.

O simpósio contou com as apresentações das aulas: “Prescrevendo atividade física para pessoas com DM” (Dra. Christina Grune), “Avaliação cardiovascular é necessária para iniciar ou intensificar atividade física em pessoas com diabetes?” (Dr. Fabrício Braga da Silva) e “Terapias exercício miméticas – onde estamos?” (Dr. Roberto Zagury).