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Medicina Baseada em Evidências

por Jornalismo SBEM em 26 de outubro de 2021


Cada vez mais, as pesquisas e os avanços científicos, aliados às novas tecnologias, contribuem para o tratamento de doenças, levando ao paciente uma melhor qualidade de vida. No entanto, a aplicabilidade das novas descobertas na prática médica possuem alguns desafios que ainda precisam ser superados.

Segundo a diretora do Departamento de Endocrinologia Básica da SBEM e reitora da UFRJ, Dra. Denise Pires de Carvalho, um dos principais desafios é que os médicos precisam, sempre, atuar junto ao paciente focados na Medicina Baseada em Evidências (MBE). “Ela é a integração da experiência clínica individual com a melhor evidência externa disponível, oriunda da pesquisa sistemática, e que vai definir os métodos de diagnósticos e as terapias que devem ser escolhidas”, explica. “As evidências definem a prevenção de doenças, os diagnósticos e as diferentes terapias”, completa.

A especialista lembra que a MBE é dividida em diferentes níveis, sendo os mais baixos ligados às opiniões dos especialistas. Já os níveis mais altos estão relacionados aos estudos de ensaios clínicos, de coorte, casos controles, relatos de séries de casos, além dos ensaios clínicos randomizados. “O nível mais alto é a revisão sistemática com metanálise e, apesar dessa classificação ainda estar sendo revista, os níveis são fundamentais para definir a aplicabilidade clínica do conhecimento gerado”, afirma.

No entanto, apesar de servir como base de escolha do melhor protocolo a seguir, Dra. Denise reforça que todo tratamento deve ser, acima de tudo, individualizado. “É importante, além de seguir as evidências científicas, avaliar sempre os riscos e benefícios da terapia e também o custo benefício de determinado tratamento”, finaliza.

O assunto tem sido muito discutido nos últimos tempos e, recentemente, foi um dos tópicos apresentados durante o e-CBAEM.