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Campanha Conscientização: Acromegalia Tem Tratamento!

por Jornalismo SBEM em 1 de novembro de 2022


A SBEM, por meio do Departamento de Neuroendocrinologia e Comissão de Campanhas, começa o mês de novembro fazendo um alerta importante: A Acromegalia tem tratamento. Do dia 1 a 3 de novembro, a SBEM divulgará informações em suas redes sociais sobre o tema.

A data foi criada em 2008 pela Organização Europeia de Doenças Raras (Eurordis) para sensibilizar governantes, profissionais de saúde e população sobre a existência da doença e os cuidados necessários. No Brasil, a data foi instituída em 2018, pela Lei nº 13.693/2018.

Em 2021, a campanha de esclarecimento da SBEM ganhou ótima repercussão e em 2022 reforça que a Acromegalia tem tratamento. O objetivo é levar conhecimento e buscar apoio aos pacientes, além do incentivo à identificação dos sintomas.

O que É a Acromegalia?

A Acromegalia é uma doença crônica decorrente do excesso do hormônio de crescimento (GH), sendo na maioria das vezes causada por um adenoma hipofisário secretor de GH. Os especialistas chamam a atenção, nesta campanha, para os principais sintomas que caracterizam a doença, que são as alterações fisionômicas:

  • Proeminência frontal
  • Alargamento da base do nariz
  • Aumento dos lábios
  • Macroglossia
  • Separação dos dentes
  • Prognatismo
  • Aumento dos Arcos Zigomáticos
  • Aumento das extremidades, representado pela troca por um número maior do sapato e a aliança não caber mais no dedo.

Como estes sinais e sintomas são de progressão gradual e lenta, a maioria dos pacientes não percebe tais modificações e acaba procurando algum serviço de saúde por um destes sintomas isolados.

Quadro Clínico

Devido aos níveis elevados do GH e do IGF1, os pacientes acometidos podem apresentar, além das alterações fisionômicas, várias complicações, que dependendo do tempo de evolução da doença podem ser irreversíveis mesmo com o controle da Acromegalia.

  • Artrite
  • Artrose
  • Parestesias
  • Síndrome do Túnel do Carpo
  • Perda do Campo Visual (pela compressão do tumor ao quiasma óptico)
  • Hipertensão Arterial
  • Diabete Mellitus
  • Alteração da Voz
  • Apnéia do Sono
  • Irregularidade Menstrual
  • Amenorréia
Diagnóstico

O rastreamento da Acromegalia se dá pela dosagem sérica do IGF1. Mediante IGF1  acima do valor normal para idade e sexo o paciente deve ser encaminhado a um centro de referência

Tratamento

Felizmente a Acromegalia tem tratamento, e com a doença controlada, os indivíduos acometidos podem ter uma vida praticamente normal.

Como em quase 100% dos pacientes a causa da Acromegalia é um adenoma hipofisário produtor do hormônio de crescimento, o tratamento primário se dá por meio da cirurgia transesfenoidal.

Para os pacientes não controlados cirurgicamente existem as opções medicamentosas. Felizmente, tanto as técnicas cirúrgicas como o tratamento medicamentoso evoluíram consideravelmente nos últimos anos, de maneira que atualmente a proporção de pacientes com a doença controlada é muito maior que algumas décadas atrás.

Existem praticamente três classes de medicamentos para tratar o paciente que não atingiu cura cirúrgica: os análogos da somatostatina, os agonistas dopaminérgicos e os antagonistas do receptor do GH. Os dois primeiros estão disponíveis no SUS.

O seguimento e tratamento dos pacientes com Acromegalia devem ser realizados em centros de referência em Acromegalia, por uma equipe multidisciplinar coordenada, preferencialmente, por um endocrinologista.

O diagnóstico precoce, a cirurgia realizada por uma equipe experiente em cirurgia transesfenoidal e o manejo por um centro de referência em Acromegalia permitirão que grande parte dos pacientes tenham a doença controlada. Fato que tem contribuído para que a taxa de mortalidade nesta doença tenha diminuído nos últimos anos.

 

 

Departamento de Neuroendocrinologia: Manoel Ricardo Alves Martins, presidente; Leandro Kasuki Jomori de Pinho, vice-presidente; e os diretores – Andrea Glezer, Heraldo Mendes Garmes, Mauro Antonio Czepielewski, Silvia Regina Correa da Silva, Vania dos Santos Nunes Nogueira. Comissão de Campanhas: Mariana Guerra (presidente), Carolina Ferraz.