Foi lançada mais uma edição do Atlas de Diabetes da IDF (International Diabetes Federation), durante o Congresso Mundial de Diabetes, em Bangkok. A publicação fornece dados valiosos sobre a doença em cada país e, de forma global, na população mundial.
O documento tem uma área específica para o Brasil, com informações que mostram a progressão do número de adultos (20–79 anos) com a doença, deixando o país entre os dez com maiores índices.
Brasil:
- 2000 – 3,3 milhões
- 2011 – 12,4 milhões
- 2024 – 16,6 milhões
- 2050 – 24,0 milhões
Países:
- China – 148 milhões
- Índia – 89,8 milhões
- Estados Unidos – 38,5 milhões
- Paquistão – 34,5 milhões
- Indonésia – 20,4 milhões
- Brasil – 16,6 milhões
No mundo, a previsão é de um aumento global de 45%:
- 2024 – 588,7 milhões
- 2050 – 852,5 milhões

A IDF produz o documento há mais de 20 anos, com a participação de especialistas do mundo inteiro. Na edição 2025, as pesquisas usadas confirmam que a prevalência está aumentando globalmente e as evidências comprovam a necessidade de ações para melhorar a qualidade de vida das pessoas com diabetes.
De acordo com o diretor do Departamento de Diabetes da SBEM, Dr. Wellington Santana, a situação do Brasil é crítica. “Ocupamos, hoje, a sexta posição no ranking de países com maior número de pessoas com diabetes. São quase 17 milhões com esta condição de saúde, ou seja, pouco mais de dez por cento de nossa população”, afirma. “É preocupante saber que até um terço dessas pessoas não sabem que têm diabetes, o que as deixam expostas a complicações, implicando, também, na necessidade de maiores gastos com a saúde”, comenta.
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“Só para se ter uma ideia, foram gastos no Brasil mais de US$ 46 bilhões para o tratamento do diabetes e das condições associadas, principalmente suas complicações”, complementa o especialista.
Já o Dr. Levimar Araújo, associado da SBEM, faz comparações entre a última edição de 2021 e a atual, onde o rastreamento do diabetes é um ponto que chama a atenção. “Precisamos melhorar a detecção da doença porque as pessoas têm diabetes e não sabem, o que só agrava o quadro geral”.
Ele também destaca os dados relacionados às crianças. “Cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos no mundo têm diabetes tipo 1, o que nos alerta para a necessidade de um maior rastreio dessa população”, afirma. “É importante, também, investimento em educação para os diversos profissionais de saúde, incluindo para aqueles que cuidam de crianças com diabetes”, completa.
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O Atlas tem 180 páginas e é uma ferramenta importante para comprovar a relevância da prevenção e tratamento, além de valiosa para diversas áreas, entre elas o ‘advocacy’.
Desde 2000, quando foi lançada a primeira edição do Atlas de Diabetes da IDF, na Cidade do México (IDF 2000), o documento vem sendo aprimorado para obter, cada vez mais, dados regulares. O Atlas é uma ferramenta capaz de ajudar na criação de políticas públicas de saúde e dar uma base sólida para o desenvolvimento de ações de esclarecimento sobre os cuidados com o diabetes.