Tratamento, Prevenção e Pesquisa no Diabetes 2025 no Rio de Janeiro 

Os novos caminhos no tratamento, acompanhamento, a visão global e a prevenção do diabetes estão em pauta durante três dias no Rio de Janeiro, reunindo cerca de três mil pessoas, circulando no XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, no Rio de Janeiro. 

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) está presente com participações de especialistas na grade científica e com estande para atender aos endocrinologistas presentes ao evento. 

O XXV Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – Diabetes 2025 acontece de 29 a 31 de outubro, no Centro de Convenções do Hotel Windsor Oceânico, na Barra da Tijuca.

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da SBEM, Dr. Neuton Dornelas, que incluiu diversas homenagens a grandes nomes da especialidade, que se dedicam aos cuidados do diabetes.

A Dra. Lenita Zajdenverg, presidente do Congresso, abriu o congresso, e o Dr. Ruy Lyra presidente da SBD, deram as boas vindas aos congressistas. Integraram a mesa de abertura: Dra. Melanie Rodacki (presidente da Comissão Científica do Congresso), Dr. Fábio Trujilho (presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica e ex-presidente da SBEM), além do presidente da International Diabetes Federation (IDF), Dr. Peter Schwarz, e o presidente da Associação Latino-americana de Diabetes (ALAD), Dr. Segundo Seclén

Emoção e Reconhecimento 

A cerimônia de abertura foi carregada de emoção. Foram homenageados a Dra. Karla Melo, pelas ações que trouxeram melhorias para a comunidade do diabetes no país; e o Dr. Balduíno Tschiedel, pelo trabalho à frente do Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul, pela importante missão que desenvolve com crianças e adolescentes com diabetes.

Um reconhecimento ao trabalho de uma vida, foi feito aos ex-presidentes octogenários da SBD em reconhecimento à contribuição, história e legado ao diabetes e ao fortalecimento da instituição. Dr. Leão Zagury, um dos fundadores da Sociedade, e os doutores Renan Montenegro, Dr. Antonio Roberto Chacra, Dr. José Egídio de Oliveira, Dr. Antonio Carlos Lerário, Dr. João Modesto, representante do Dr. Adolpho Milech receberam homenagens entregues por especialistas que fizeram parte da vida de cada um. 

Em nome dos ex-presidentes, o Dr. Zagury agradeceu o reconhecimento a todos que ajudam a construir a SBD. 

Foi entregue, também, o Prêmio Francisco Arduíno à Dra. Marília de Brito Gomes, que apresentou a aula “Origem genética do diabetes tipo 1”. A filha e neta do Dr. Francisco Arduíno também estiveram presentes na cerimônia.

Outro momento emocionante da solenidade foi a homenagem aos doutores Roberto Raduan, Augusto Pimazoni, Reginaldo Albuquerque e Luis Carlos Reis. Foi feito um minuto de silêncio em respeito à memória desses profissionais que deixaram um grande legado e ensinamentos na diabetologia.

Origem Genética do Diabetes Tipo 1

A médica contemplada com o Prêmio Francisco Arduíno, Dra. Marília de Brito Gomes, apresentou a palestra “Origem genética do diabetes tipo 1”. 

A especialista iniciou a aula destacando que a ciência só pode ser compreendida, observando o passado com sabedoria. Assim, ela revisitou a ancestralidade e abordou as questões genéticas ao longo dos anos, até chegar à origem genética do diabetes tipo 1 no Brasil.

A Dra. Marília abordou a filogeografia do diabetes tipo 1 – que estuda a genética de populações e a biogeografia para compreender como a história geológica e climática afetam a distribuição das linhagens genéticas. Ela explicou que, possivelmente, a filogeografia do diabetes tipo 1 no Brasil é oriunda de genoma branco. Além disso, a médica destacou ainda que a interação entre os dados genéticos existentes e os fatores ambientais precisam de mais investigação.

Após a cerimônia, que aconteceu às 11h, foi dada sequência à programação científica do Diabetes 2025. (fotos Celso Pupo/Rudy Trindade – Congresso da SBD)