Em mais uma ação coletiva em prol da saúde na reforma tributária, a ACT – Promoção da Saúde e várias sociedades médicas, entre elas a SBEM, assinaram uma Carta em conjunto, direcionada ao Congresso Nacional, em defesa ao imposto seletivo na Reforma Tributária.
Assinam o documento:
SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
ABESO – Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica
Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia
AHF – Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar
AMB – Associação Médica Brasileira
ABCG – Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço
Abead – Associação Brasileira de Estudos sobre Álcool e outras Drogas
Fundação do Câncer
SBH – Sociedade Brasileira de Hepatologia
SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria
SBPT – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
TJCC – Movimento Todos Juntos Contra o Câncer
Além da carta, a ACT Promoção da Saúde agendou o Dia Nacional de Mobilização por uma Reforma Tributária 3S: Saudável, Solidária e Sustentável, que acontece em Brasília, no dia 12 de junho. Na ocasião, serão realizados encontros e diversos debates no Congresso Nacional, reunindo especialistas nacionais e internacionais.
A mobilização visa agir de forma mais significativa para evitar o impacto negativo dos alimentos ultraprocessados na vida de várias gerações.
A SBEM apoia a causa desde o início do processo e, por isso, também assina o documento. O alto consumo de alimentos ultraprocessados, fórmulas com baixo teor nutritivo e ricas em sódio, açúcar, gordura e aditivos artificiais causam 57 mil mortes por ano no Brasil.
O documento reforça que “o consumo de ultraprocessados, tabaco e álcool são fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), que incluem as doenças cardiovasculares, pulmonares, câncer, diabetes, e são as doenças que mais matam no mundo e, no Brasil, respondem por 75% das mortes.
São condições crônicas evitáveis, “mortes que não seriam contabilizadas caso medidas preventivas e políticas públicas sejam adotadas agora por governantes e parlamentares. (… ) Produtos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente devem ter tributação majorada, uma vez que causam externalidades negativas e o ônus recai sobre toda a sociedade”.