Neste Dia Mundial da Menopausa, 18 de outubro, a SBEM, por meio do Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade (DEFAT), ressalta um dos desafios enfrentados pelas mulheres durante essa fase de transição: a Síndrome Geniturinária.
A Síndrome Geniturinária é uma condição crônica, que se manifesta devido às mudanças nos tecidos da região íntima feminina, em resposta à perda de hormônio feminino (estrogênio), durante o climatério e a menopausa. Estudos estimam que até 90% das mulheres manifestam algum sintoma dessa síndrome, mas alarmantemente, cerca de 70% delas não relatam seus sintomas aos médicos.
Entre os sintomas se destacam: ressecamento vaginal, dor genital durante a relação sexual, irritação genital, prurido vulvovaginal, desconforto e/ou dor aguda genital, corrimento vaginal anormal, sangramento após a relação sexual, urgência urinária, dor, queimação, ardência ou desconforto durante ou após urinar e infecções do trato urinário recorrentes.
O DEFAT reforça que esses sintomas impactam negativamente na função sexual e na qualidade de vida das mulheres. Desta forma, esse assunto deve ser abordado em todas as consultas de rotina, quebrando tabus sobre o assunto e destacando a importância de conscientização da população sobre esta síndrome.
O especialista em Endocrinologia e Metabologia possui papel fundamental neste cenário, uma vez que ele faz parte da equipe médica que assiste as mulheres no período de transição e da pós menopausa. O diagnóstico é clínico, mas, em alguns casos, necessita a avaliação complementar ginecológica.
Todas as mulheres devem receber as orientações e os tratamentos adequados individuais. Estas abordagens podem envolver o uso de hidratantes vaginais, tratamentos hormonais sistêmicos ou vaginais.
Neste Dia Mundial da Menopausa, a mensagem da SBEM é que a Síndrome Geniturinária é uma condição comum, porém tratável, e todas as mulheres têm o direito de serem ouvidas e tratadas para melhorar o bem-estar durante essa fase da vida.
Consultoria: Departamento de Endocrinologia Feminina, Andrologia e Transgeneridade – Dr. Marcelo Fernando Ronsoni (presidente); Dr. Alexandre Hohl (vice-presidente) e os diretores: Dra. Poli Mara Spritzer, Dra. Dolores Perovano Pardini, Dr. Ricardo Martins da Rocha Meirelles, Dra. Mônica de Oliveira e Dra. Tayane Muniz Fighera.