Como noticiado nos canais de comunicação da SBEM, foi publicada a Resolução 2265, do CFM (Conselho Federal de Medicina) sobre os cuidados específicos à pessoa com incongruência de gênero ou transgênero. A SBEM vem acompanhando todo o processo, através da participação dos especialistas em reuniões e decisões, e – através do DEFA – publica um posicionamento oficial sobre o tema.
Documento
A posição do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia é favorável à decisão do CFM. Um dos pontos de destaque é pelo fato das pessoas com incongruência de gênero ou transgênero deixarem de ser consideradas como alguém que tem um desvio psicológico permanente de identidade sexual.
A terminologia “disforia de gênero” foi ratificada como descrição de angústia de alguém que não se identifica com o fenótipo sexual. Diversos depoimentos de pacientes, que são compartilhados em debates médicos e sessões de casos clínicos, mostram o quanto o psicológico é afetado.
De acordo com o parecer, assinado pelo Departamento, que tem como presidente a Dra. Monica Oliveira, a Resolução é baseada em evidências científicas, acompanhando as diversas mudanças nas políticas públicas de saúde, inclusão social e análise psicológica dos pacientes.
A SBEM acredita que é importante continuar acompanhando a evolução destas conversas e manter uma fiscalização permanente para que as definições da Resolução sejam cumpridas.
A Dra. Elaine Frade, que foi a representante da SBEM no Conselho Federal de Medicina, explica sobre os pontos mais importantes da resolução.
Vejam o documento na íntegra, do parecer do Departamento de Endocrinologia Feminina e Andrologia da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.