A SBEM tem divulgado diversas orientações sobre como ajudar a população do Rio Grande do Sul após a tragédia provocada pelas fortes chuvas na região, especialmente informações importantes sobre medicamentos e insumos de pessoas com doenças crônicas, como por exemplo o diabetes, e como proceder em situações de emergências.
Nos últimos anos, a International Diabetes Federation (IDF) vem reforçando a necessidade da discussão e ações visando à inclusão da insulina e de medicamentos para diabetes tipo 2 em situações de desastres naturais.
Os especialistas destacam que em situações de enchentes e inundações, como a que está ocorrendo atualmente no Rio Grande do Sul, existe uma série de pontos importantes a serem observados para quem tem diabetes.
Quanto à conservação e duração da insulina, é importante ressaltar que:
- As insulinas têm validade de três meses, caso estejam fechadas. Se ocorrer uma falta de luz ou refrigeração, ainda assim podem ser utilizadas após dois ou três dias, desde que não tenham sido expostas ao sol;
- É recomendado que os novos frascos de insulina entregues aos abrigos sejam mantidos na geladeira de isopor com gelo em gel para evitar congelamento. Se forem mantidos em geladeira, a gaveta de legumes é um dos locais indicados;
- Caso não haja condições ideais de armazenamento, recomenda-se que a insulina fique alocada em local fresco, longe do sol e com a identificação com o nome da pessoa com diabetes;
- Os moradores que estiverem em casas de vizinhos ou parentes poderão seguir as mesmas orientações acima.
Sobre a utilização de seringas e higienização:
- As seringas e os frascos que entraram em contato com a água e lama não podem ser utilizados de forma alguma. A higiene é de suma importância no manuseio e na área de aplicação da insulina. Portanto, é fundamental usar álcool líquido ou gel e sempre lavar as mãos com sabão.
- A seringa pode ser reaproveitada, mas somente pela mesma pessoa e precisa estar bem guardada e vedada, sem nunca ser compartilhada. Por isso, é muito importante que seja identificada. O ideal é que seja utilizada entre três a quatro vezes, mas caso não exista outro meio de utilizar a insulina é melhor continuar a usá-la.
- Não se deve tocar na agulha com a mão, nem com algodão com álcool e não se deve colocar a seringa em recipiente com álcool.
- Manter a saúde dos pés é importante nessa situação, sempre secos e limpos. Os sapatos devem ser confortáveis e fechados e as meias limpas. Muito cuidado para não se machucar. Caso aconteça, lave a ferida na hora com bastante água e sabão, envolva com gaze limpa, mantendo o repouso se possível.
- Em situação de emergência, na falta de frutas, legumes e verduras, a saída é comer em quantidades moderadas, mesmo que seja só arroz e feijão ou macarrão. No caso de crianças e adolescentes se estiver contando carboidratos isto pode ser mantido.
- Em caso de dúvida, o endocrinologista ou a equipe de acompanhamento deve ser contatado pela internet ou consultar online.
É importante frisar que esta é uma situação de emergência e que essas indicações podem não ser ideais para as condições normais.
Campanha
A SBEM se solidariza com o povo do Rio Grande do Sul.
Caso você também queira ajudar, foi estabelecida a chave Pix:
92.958.800/0001-38 – CNPJ
Atenção: Quando realizar a operação, confirme que o nome que aparece é “SOS Rio Grande do Sul” e que o banco é o Banrisul.