Resultados Preliminares do Vigicom Hormônios Divulgados no CBEM 2024

Os primeiros resultados do Vigicom Hormônios, o observatório nacional de vigilância e comunicação de efeitos adversos do mau uso de hormônios, acabam de ser liberados. Esta iniciativa da SBEM, da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB) e de outras 29 sociedades médicas, visa combater o uso inadequado de hormônios no Brasil.

O objetivo do Vigicom Hormônios foi criar um sistema unificado de registro de casos de efeitos adversos do uso indevido de hormônios e substâncias similares, acessível a médicos de todas as especialidades.

Para isso, foi montado um comitê de especialistas para revisar os primeiros dados coletados e propor medidas de prevenção.

Nos resultados preliminares, coletados até 11 de outubro de 2024, estão 269 casos relatados, sendo 257 considerados válidos (alguns casos excluídos por incongruência de dados).

No documento estão todas as variáveis e resultados que incluem o perfil do grupo avaliado e as diversas complicações graves, entre elas, cardiovasculares, estéticas, metabólicas, endocrinológicas, ginecológicas, psiquiátricas, além das internações. Clique no link abaixo para acessar mais dados.

A seguir o perfil do grupo e motivações que levaram ao uso de esteroides anabolizantes:

  • Distribuição por Gênero: 63% mulheres (163 casos), 36,5% homens (94 casos).
  • Faixa Etária: Média de idade de 42,9 anos, com extremos de 7 a 82 anos.
  • Uso de Hormônios: 139 pacientes em uso atual de hormônios e 118 pacientes relataram uso prévio.
  • Distribuição por Estado: 32% em São Paulo (83 casos), 16,3% em Minas Gerais (42 casos), e 8,2% no Rio Grande do Sul (21 casos).
  • Motivações para o Uso de Esteroides Anabolizantes.
  • Fins estéticos: 45,9% (118 casos).
  • Hipertrofia muscular: 21,8% (56 casos).
  • Tratamento de fadiga ou cansaço: 37% (93 casos).
  • Menopausa ou andropausa: 29,2% (75 casos).
  • Fisiculturismo: 8,9% (23 casos).
  • Esportistas amadores: 7,8% (20 casos).
  • Esportistas competitivos: 2,3% (6 casos)

Outros motivos: obesidade (4 casos), sangramento uterino anormal (3 casos), endometriose (2 casos), baixa estatura (1 caso)

Equipe Coordenadora: Prof. Dr. Clayton Macedo, endocrinologista; Profa. Dra. Lia Cruz Damasio, ginecologista; Dra. Luciana de Oliveira, endocrinologista; Dra. Maria Celeste Osório Wender, ginecologista; Dra. Maria Edna de Melo, endocrinologista; Dr. Bruno Halpern, endocrinologista; Dr. Paulo Miranda, endocrinologista; Dr. Newton Dornelas, endocrinologista; e Dr. Fábio Moura, endocrinologista.