Resultado da Enquete para a Organização do CBEM 2024

A Comissão Executiva do 36º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBEM 2024), que será de 11 a 15 de outubro, em Recife, já tem em mãos os resultados da enquete, realizada junto aos endocrinologistas de todo o país. O objetivo era ouvir o público que irá participar do evento.

A enquete foi lançada em janeiro e ficou cerca de 45 dias disponível para acesso e respostas, divulgada nos canais de comunicação da Sociedade e do CBEM.

Objetividade

A pesquisa foi objetiva, contando com seis questões relacionadas, por exemplo, aos temas esperados pelos participantes, estrutura, atividades sociais, entre outros. Foi utilizado um formulário simples, para facilitar a participação.

Com o encerramento do prazo os dados foram tratados para melhor análise da comissão. “Tivemos cerca 200 pessoas que dedicaram um pouco do seu tempo para colaborar com opiniões, que certamente vão nos ajudar a fazer um congresso ainda melhor. Teremos um CBEM mais participativo, transformando essas expectativas em realidade, na medida do possível”, explica o endocrinologista Fabio Moura, diretor da SBEM e presidente do CBEM 2024.

Debate envolvendo ética, redes sociais e gestão foi um item do questionário que recebeu apoio dos participantes e ratifica um esforço da SBEM em abordar a prática da medicina com qualidade, e exercida com base nessas premissas.

A enquete recebeu diversas sugestões de temas para a grade científica, principalmente voltadas para a prática clínica ao lidar com pacientes com obesidade, diabetes, doença hepática metabólica e problemas na tireoide. Dentre outros assuntos bastante citados: Manejo da Terapia Hormonal na menopausa e no homem, abordagem da pessoa com incongruência e disforia de gênero, esclarecimentos sobre o uso suplementos e vitaminas e tópicos relacionados ao esporte. E ainda foram sugerido temas ligados ao metabolismo ósseo, endocrinologia pediátrica, neuroendocrinologia, endocrinologia feminina, entre outros.

“Temos uma massa crítica importante, dados que estão sendo compilados. Tudo isso nos ajudam a montar a programação científica, mas também reforçam questões práticas da estrutura, como transporte e capacidade das salas. Foi importante analisar inclusive as sugestões em relação o tempo livre com atividades sociais que também são importantes. Um congresso com milhares de pessoas é uma oportunidade para muitos encontros e trocas de experiências”, afirma o Dr. Fabio Moura.