Ossos Fortes em Todas as Idades: Da Juventude ao Envelhecimento

A SBEM, por meio do Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral, vem fazendo diversas alertas para a prevenção da osteoporose marcando o Dia Mundial da Osteoporose, em 20 de outubro.

Neste ciclo de orientações, a abordagem é sobre o período do envelhecimento, já que o nosso esqueleto — ou seja, os nossos ossos — reflete muito bem os diversos ciclos da vida. 

Crescimento e Consolidação Óssea

O Dr. Francisco José Albuquerque de Paula, coordenador do Departamento, explica o que acontece com os ossos ao longo do ciclo da vida e o que é necessário para manter um esqueleto saudável.

A fase de crescimento vai até, mais ou menos, os 20 anos. Em relação aos ossos, existe uma fase de consolidação máxima até os 25 a 30 anos, quando se alcança o pico de massa óssea.  Neste contexto, é preciso entender que a prevenção da osteoporose que deve começar já na infância, favorecendo maximizar o ganho de  massa óssea. as fases da maturidade inicial, do adulto jovem até o envelhecimento. 

Após alcançar o pico de massa óssea, vem a fase inicial da maturidade, do adulto jovem, em que a massa óssea fica relativamente estável. Essa estabilidade dura, em média, até os 40 anos. A partir daí, começa um processo de declínio da massa óssea, que é lento, mas contínuo. 

Entre as mulheres, a menopausa marca um período de muita turbulência óssea, devido à queda dos níveis de estrogênio. Há uma perda acentuada de massa óssea, que gira em torno de 10% nos anos perimenopausa. Depois disso, o processo de perda continua, de forma mais lenta, persiste ao longo da vida. 

Ou seja, falar em prevenção da osteoporose e de fraturas também inclui prolongar ao máximo a fase de estabilidade óssea na maturidade inicial  bem como reduzir a velocidade de perda durante o envelhecimento.

A receita para manter ossos saudáveis é semelhante em todas as fases da vida. Uma alimentação rica em cálcio, que contemple pelo menos de 1g a 1,3 g de cálcio todos os dias. Isso porque diariamente acontece a perda fecal e urinária de cálcio, que precisam ser repostas. 

A necessidade de cálcio é alcançada com pelo menos três porções ao longo do dia de alimentos ricos nesse nutriente, que basicamente são os laticínios: leite, iogurte e queijo. Deve-se dar preferência aos laticínios magros, que têm menos gordura e até mais cálcio do que os integrais ou gordos. 

Outro ponto importante é a quantidade de proteína, que deve ser consumida em quantidade de pelo menos 1 a 1,2 g/Kg de peso por dia. Além disso, é fundamental manter os níveis normais de vitamina D, que pode ser obtida com uma pequena exposição ao sol ou por meio da suplementação de cerca de 800 a 1.000 unidades por dia de vitamina D (colecalciferol). 

Tão importante quanto a nutrição adequada é a prática regular de exercícios físicos. Eles devem ser adequados para cada idade e envolver força e impacto, sempre que possível, pois esses exercícios são mais eficientes para  o desenvolvimento e a manutenção da massa óssea. 

É essencial lembrar que o exercício deve ser adaptado de acordo com o perfil e a condição individual de cada pessoa, e sempre realizado sob boa orientação. 

Cuidem-se.

Departamento de Metabolismo Ósseo e Mineral – 2025-2026 – coordenador: Francisco José Albuquerque de Paula, subcoordenadora: Narriane Chaves Pereira Holanda; diretores: Bárbara Campolina Carvalho Silva, Catarina Brasil D’Alva, Érico Higino Carvalho, Leonardo Costa Bandeira e Farias e Victoria Zeghbi Cochenski Borba.