O mês de março será dedicado a promoção de mudanças extremamente necessárias para reduzir as crescentes taxas mundiais de obesidade.
A campanha, organizada em todo o mundo pela Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation, em inglês), teve início em 4 de março, Dia Mundial da Obesidade.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) se uniram, também com o apoio da Federação Latino-americana de Sociedades de Obesidade (FLASO), para a divulgação e propostas. Entre elas, está um conjunto de ações para melhorias nos sistemas de saúde, sejam governamentais ou privados, em todos os ambientes em que vivemos de forma a promover mudanças no padrão de alimentação, de atividades físicas e de acesso ao sistema de saúde e aos tratamentos disponíveis.
É fundamental, inicialmente, reconhecer a obesidade como uma doença complexa e crônica. A partir desse reconhecimento, tomar medidas efetivas contra a obesidade, reduzindo a carga global de outras doenças crônicas, incluindo diabetes, doenças cardiovasculares e câncer.
O envolvimento das pessoas que convivem com obesidade é essencial para o sucesso da campanha. Juntos, governos, entidades científicas, profissionais de saúde, imprensa e o público podem ajudar a transformar todos esses sistemas e construir um futuro mais saudável.
Faça sua Parte:
Um documento mundial está unificando as ações e sugerindo diversas atividades que podem ser realizadas pela sociedade.
- Use suas redes sociais para divulgar a campanha.
- Publique mensagens positivas para envolver a comunidade.
- Aumente a conscientização política sobre a obesidade.
- Foque nas mudanças nos sistemas e não nas pessoas.
Mudança nos Sistemas:
Para que as transformações ocorram, as sociedades científicas recomendam:
- Estabelecer e/ou aprimorar sistemas de monitoramento e vigilância da obesidade.
- Integrar e ampliar os serviços de prevenção e manejo da obesidade dentro dos programas de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), com foco na atenção primária à saúde.
- Investir recursos na capacitação de profissionais de saúde para o atendimento especializado em obesidade.
- Garantir acesso aos serviços de tratamento da obesidade nos níveis primário, secundário e terciário no âmbito do SUS e dos planos de saúde.
- Criar políticas que incentivem a aquisição de alimentos saudáveis.
- Apoiar campanhas para reduzir o consumo de alimentos e bebidas ultraprocessados.
- Implementar políticas para reduzir impostos de alimentos saudáveis, transferindo a carga tributária para os açucarados e ultraprocessados.
- Exigir rotulagem nutricional clara na parte frontal das embalagens e declarações obrigatórias de nutrientes.
- Restringir a publicidade de produtos não saudáveis, especialmente para crianças.
- Reformular a composição de alimentos e bebidas para dietas mais equilibradas.
- Promover e apoiar a amamentação.
Essas ações são fundamentais para reduzir o impacto da obesidade e melhorar a saúde da população global. Faça parte dessa mudança!