Em 6 de junho – Dia Nacional do Teste do Pezinho – a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia lembra da importância de um dos exames preventivos mais relevantes realizados nos primeiros dias do bebê.
Para marcar a data, a Sociedade reforça à população e aos profissionais de saúde, a necessidade de ampliar o acesso e a conscientização sobre o teste, que é fundamental para a detecção precoce de doenças graves em recém-nascidos.
Pelo exame, que é feito de forma simples, é possível identificar precocemente doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. Com o resultado, o tratamento deve ser iniciado imediatamente e, com isso, evitar sequelas e melhorar a qualidade de vida do bebê.
O teste do pezinho é realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do recém-nascido, por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar, de forma rápida, segura e praticamente indolor. A triagem neonatal, como também é conhecido o teste, é obrigatória em todo o território nacional.
A SBEM orienta os pais e responsáveis a procurarem a unidade de saúde mais próxima para realizar o exame dentro do prazo ideal. É fundamental buscar informações junto aos profissionais de saúde sobre a versão ampliada do teste, que pode detectar um número maior de doenças. O teste está disponível em algumas regiões na rede pública, e precisa de ampliação, ou por meio da rede privada.
A Sociedade reforça a importância do teste ser ampliado e ser disponibilizado na rede pública de todo o país.
Principais Marcos e o Trabalho da SBEM
A SBEM sempre acompanhou muito de perto o assunto, através de ações, documentos e seminários para discutir o tema, entender as dificuldades do cenário brasileiro, orientando suas Regionais sobre os procedimentos.
Nomes importantes da SBEM sempre estiveram envolvidos com centenas de trabalhos publicados, comprovando a importância do exame para a população brasileira.
- 1976: Início da triagem neonatal no Brasil com iniciativas isoladas em alguns estados.
- 1992: Criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) pelo Ministério da Saúde, ampliando o acesso ao teste.
- Reuniões feitas pela entidade, ainda no início dos anos 2000, pressionavam o Governo Brasileiro a criar programas de triagem neonatal, que incluíssem todos os Serviços de Referência dos estados.
- 2001: O PNTN se consolida como programa público nacional.
- Em um Seminário em 2003, em São Paulo, foi produzido um documento com uma revisão sobre o momento que a Endocrinologia e Metabologia vivia em relação à regulamentação e a programas de Saúde Pública. Vários debates que antecederam aos Encontros Brasileiros de Tireoide (EBTs) foram palco para entender as necessidades da população e a ação dos endocrinologistas.
- 2021: Sancionada a Lei nº 14.154/2021, que amplia o escopo do teste para incluir mais doenças, como doenças lisossômicas e imunodeficiências primárias, totalizando mais de 50 condições ao longo da implementação em etapas.