“No dia 18 de outubro, celebramos o Dia do Médico, uma data que vai além das comemorações porque sempre é o momento de refletir sobre nosso compromisso e responsabilidade com a saúde da população. Ser médico é mais do que diagnosticar e tratar. É acolher, escutar e compreender o outro em sua totalidade. É ouvir e cuidar, mesmo diante dos desafios diários e das constantes transformações que estamos vivenciando na área da saúde.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) se orgulha de reunir profissionais que se dedicam a promover o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, em todas as etapas da vida. Neste Dia do Médico, em nome da diretoria, expresso meu reconhecimento e gratidão a todos que escolheram essa profissão com propósito. Que sigamos fortalecendo nossa missão de cuidar, ensinar e transformar vidas por meio da ciência e do conhecimento.
A SBEM, através de toda a sua diretoria, parabeniza a todos os endocrinologistas”.
SBEM e o Senado Federal no Dia do Médico
Como atividade pelo Dia do Médico, o Senado Federal realizou uma sessão especial, em Brasília. A iniciativa, proposta pelos senadores Dr. Hiran (PP-RR) e Izalci Lucas, reuniu parlamentares e representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) para destacar a importância da profissão e debater desafios atuais da categoria.
O presidente da SBEM esteve presente, acompanhando as atividades, e foi citado durante as menções às sociedades científicas presentes, fortalecendo o vínculo e o compromisso da Sociedade.
Durante a solenidade, o senador Izalci Lucas (PL-DF) ressaltou a dimensão humana da medicina, enquanto Dr. Hiran, presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina, chamou atenção para questões como a sobrecarga de trabalho, a defasagem da tabela do SUS, e a violência contra médicos.
A formação e avaliação dos médicos foram citadas, deixando clara a necessidade de mais investimento em estrutura de saúde.
Representando o Conselho Federal de Medicina, o vice-presidente, Dr. Emmanuel Fortes, alertou para o que chamou de “ataques estruturais à medicina brasileira”. Entre as críticas, que têm sido alvo de muitos debates, estava a abertura indiscriminada de cursos e a desvalorização do Ato Médico. Segundo ele, a fragilização da profissão coloca em risco a qualidade da assistência à população.
O ex-ministro da Saúde e médico Dr. Luiz Henrique Mandetta também alertou para o crescimento desordenado de faculdades de medicina no país.
Foi um momento de apoio à saúde e à medicina, com alertas para que todos fiquem atentos aos processos atuais, valorizando o profissional que, realmente, tem uma formação de qualidade e lembrando sobre as melhores condições de trabalho para os médicos brasileiros.