Desde a concepção do Encontro Brasileiro de Diabetes, Dislipidemia e Obesidade – DDO – o objetivo da SBEM foi de aumentar a troca de informações científicas entre os Departamentos da Sociedade.
A presidência do encontro ficou a cargo do Dr. Rodrigo Moreira, e a coordenação científica contou com o Dr. Paulo Augusto Miranda (presidente da SBEM), Dr. Neuton Dornelas (vice-presidente da SBEM), Dr. Levimar Araújo (presidente do Departamento de Diabetes), Dr. Joaquim Custódio Jr. (presidente do Departamento de Dislipidemia e Aterosclerose) e Dr. Bruno Halpern (presidente do Departamento de Obesidade).

Foram dois dias, 5 e 6 de abril, com 40 apresentações, entre conferências, miniconferências e discussão de casos clínicos. Todas as aulas já estão disponíveis para os inscritos no evento, por um período de três meses.
O Dr. Rodrigo, membro da diretoria do Departamento de Diabetes, reforçou, durante o evento, o trabalho de fortalecimento dos Departamentos da Sociedade. Lembrou, também, que a proposta foi de encontro à ideia de oferecer um debate, integrando temas que estão sempre muito ligados, e de forma gratuita aos associados.
Os Diferenciais do DDO
Na abertura, o Dr. Paulo comentou sobre o interesse dos associados voltado para a área metabólica, agradecendo ao envolvimento e dedicação dos coordenadores na definição da programação científica.
Ele comentou que o evento em formato digital foi um dos pontos que se mostrou mais adequado para atingir um maior número de endocrinologistas. “Ser gratuito aos associados também foi um diferencial, tanto para que acompanhou ao vivo como para os que assistirem as aulas ao longo dos próximos dias”.
Dr. Neuton explicou que o projeto vem sendo construído há três anos, mantendo a linha do caráter científico os eventos da SBEM. “Os temas são confluentes e é reforçamos a interligação que existem entre eles”. O endocrinologista lembrou que, muitas vezes, nos consultórios os pacientes são acompanhados sob apenas um ponto de vista e no DDO o objetivo é lembrar que os médicos monitorem todas as possibilidades. “Integrar os três temas é fundamental”.
O DDO foi considerado uma oportunidade riquíssima de trazer a obesidade para o debate. Com quase 30% da população brasileira está acima do peso, a discussão vai além do tratamento. Para o Dr. Bruno Halpern, não há um dia que um paciente com obesidade não seja atendido nos consultórios. “Temos que entender que é essencial que as decisões científicas foquem na inclusão da obesidade”. Ele lembrou que um mesmo paciente precisa ser tratado em diferentes setores e da mesma forma e, por isso, essa discussão se torna tão importante.
O paciente precisa ser analisado como um todo e ao tratar é preciso avaliar todas as áreas da endocrinologia. “Além dos três eixos centrais do evento, a programação incluiu todos os demais pontos da especialidade. Muitas condições na área da dislipidemia, por exemplo, são subdiagnosticadas e é preciso atenção”, comentou o Dr. Joaquim Custódio. “O evento trouxe uma visão privilegiada do paciente”.
Dr. Levimar lembrou que iniciar as discussões já incluindo as alterações hormonais foi o melhor exemplo para mostrar a interligação dos temas. “Com o diabetes chegando a 18 milhões de pessoas e com 90% das pessoas com diabetes com obesidade, não há como não avaliar o organismo como um todo”.
O DDO contou com a presença de associados de todas as regiões do país. Os participantes compartilharam registros das aulas nas redes sociais, o que reforçou a divulgação da atividade e o trabalho permanente de atualização científica promovida pela SBEM.