A partir de 23 de junho, entra em vigor a nova regra de retenção de receita para agonistas do receptor de GLP-1. A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) visa manter um controle mais rigoroso com relação à liberação desses medicamentos, que incluem medicações como semaglutida, liraglutida e tirzepatida.
A prescrição da receita deverá ser feita em duas vias, com retenção da primeira, na farmácia. O documento deve estar legível e sem rasura e com validade de 90 dias. Esse período de 90 dias pode ser estendido, dependendo da posologia ou do período indicado pelo médico.
A receita deve conter, além da identificação do paciente, o nome comercial do medicamento com posologia, a dose, concentração, forma farmacêutica e quantidade.
A SBEM apoia a decisão da ANVISA e reforça que a medida é essencial para uso racional e ético desses medicamentos. Essas medicações são um grande avanço no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas que, como qualquer outra classe terapêutica, apresentam contraindicações e potenciais efeitos colaterais, o que torna imprescindível o acompanhamento médico.