Na última sexta-feira, a Endocrinologia brasileira recebeu a notícia do falecimento do professor Geraldo Medeiros-Neto, que provocou comoção entre os especialistas, amigos, pacientes e comunidade científica na área da tiroidologia. Faleceu aos 86 anos, deixando um tremendo legado no campo da tireoide. Toda Diretoria da SBEM lamenta a notícia e encaminha sentimentos de pesar a toda família e amigos.
Dezenas de mensagens com homenagens, palavras de carinho, tristeza e reconhecimento entraram nas redes sociais da SBEM quando a informação foi divulgada. A Dra. Valéria Guimarães, ex-presidente da SBEM disse: Uma enorme saudade invadiu meu peito e um longo filme de gratidão passou pela minha mente, na despedida do querido mestre, mentor e amigo, Dr. Geraldo Medeiros Neto.
Ela descreveu o Dr. Geraldo como um homem de especial talento para mudar o rumo das coisas, contribuindo na discussão de pensamentos consolidados na área da Endocrinologia e Tiroidologia. Em uma publicação sobre Hipotireoidismo Congênito de 2003, que teve o prof. Geraldo como editor, ela agradeceu e enfatizou que ele era um especialista incansável no estudo e compreensão das doenças tireoidianas. No prefácio, ela reforçou o outro lado do especialista em relação à saúde pública. “Este é mais um exemplo de que ciência e pesquisa podem se transformar em cidadania”, uma definição perfeita para o momento em que o país está vivendo.
O Dr. Rui Maciel em um texto de homenagem ao especialista, lembrou das importantes contribuições nacionais, como a defesa da iodação do sal, como método universal de combate à deficiência crônica de iodo. Ele defendeu o estabelecimento do processo na Legislação Brasileira e propôs a criação do Conselho Internacional para o Controle dos Distúrbios da Deficiência de Iodo.
Além de inúmeras publicações em revistas de alto impacto, o Dr. Geraldo também foi fundador da ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e membro de muitas outras Comissões Executivas de conselhos editoriais de revistas científicas.
Nos vários depoimentos, ficou claro o respeito e elegância que tinha no trato entre os colegas. Foi reconhecido em todos os continentes por suas grandes ideias. “Ouvi muitos colegas americanos e europeus dizerem ‘quem pode dizer não ao Geraldo?’, disse o Dr. Rui Maciel.
Dias tristes na Endocrinologia.