28 de Junho: Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+

No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, a SBEM Nacional e a Comissão de Diversidade, Equidade e Inclusão reforçam que a prática da medicina deve ser inclusiva e respeitar a diversidade.

A discriminação é uma barreira ao acesso à saúde e aos serviços comunitários, além de impedir uma cobertura universal na área da saúde (cartilha de saúde LGBTI+ – UnAIDS, 2021). No Brasil, 12% da população é LGBTI+, sendo 1,9% de transgêneros (Spizzirri G et al. Nature Scientific Reports, 2022).

A maior parte dos médicos desconhece as especificidades do atendimento de pessoas LGBTQIAPN+ (Sabra L Katz-Wise et al. Teach Learn Med. 2022). Alguns acreditam que acolher estes indivíduos em seu consultório privado pode afastar outros pacientes (Lakshya Arora et al. Sex Reprod Health Matters. 2022).

O conhecimento sobre como abordar gênero e sexualidade na consulta médica pode ajudar a quebrar essas barreiras:

  1. Respeito e acolhimento são essenciais. Não presuma que todas as pessoas são heterossexuais ou cisgêneros (todos aqueles que não são transgêneros).
  2. Trate a pessoa de acordo com o gênero que ela se apresenta. Em caso de dúvida, pergunte: qual é o seu nome? Como prefere que eu lhe chame?
  3. Atenção à linguagem corporal pra não passar preconceitos
  4. Se na sua prática clínica, saber a orientação sexual for importante, pergunte com naturalidade: você se relaciona com homens, mulheres ou ambos?
  5. Se na sua prática clínica, entender como a pessoa usa o corpo sexualmente for relevante, pergunte: você usa o penis ou a vagina sexualmente? Na sequência pode vir uma justificativa da pergunta tipo: bloqueador androgênico compromete as ereções ou a testosterona pode causar secura vaginal.

Seja inclusivo. Seu paciente agradece.

 

Consultoria: Dra. Fernanda de Azevedo Corrêa (presidente), e os membros – Dra. Amanda de Araújo Laudier, Dra. Ana Pinheiro Machado Canton, Dr. Jorge Eduardo da Silva Soares, Dra. Karen Faggioni de Marca Seidel,  Dra. Luciana Mattos Barros Oliveira e Dra. Tayane Muniz Fighera.