Cirurgia bariátrica

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Cirurgia bariátrica

por site em 15 de abril de 2021


Para uma certa parcela da população obesa, as tentativas de mudanças no estilo de vida culminam em fracassos recorrentes, particularmente nos casos mais graves onde o índice de massa corporal atinge valores superiores a 40 kg/m2. De fato, modificações do padrão alimentar e estabelecimento de atividade física regular podem ser práticas impossíveis de se implementar a longo prazo.

Nestes obesos, os inúmeros tratamentos e a oscilação ponderal, além do potencial genético, agravam o quadro clínico. A morbidade associada à obesidade grau III (hipertensão arterial, artropatias, dislipidemias, diabetes, disfunções respiratórias, etc.), gerou o termo “obesidade mórbida” que deve ser abandonado . Sem qualidade de vida e com extrema instabilidade emocional, surge a busca por um tratamento mais eficiente, o qual a medicina responde através da intervenção cirúrgica, na falta de outros tratamentos que possam suprir as necessidades dos pacientes

Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à gastroplastia redutora, deverão ser acompanhados, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, colocando em risco o sucesso da intervenção à longo prazo.

Assim, podemos concluir esta análise acreditando que para qualquer tipo de tratamento da obesidade, do mais simples ao mais radical, a dieta estará envolvida e serão necessários suporte multiprofissional e a participação efetiva do paciente, para garantir um bom nível de adesão e o sucesso terapêutico. A racionalização da conduta, de respaldo técnico e científico, contribui sobremaneira para motivação do paciente, elemento chave para solução ou diminuição do problema.