Ciência e ética foram pontos destacados na abertura do 37° Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBEM). O tema escolhido, “Avançar na Ciência. Cuidar da Ética”, foi lembrado pelos médicos que participaram da cerimônia de abertura do evento, assim como a importância da valorização da especialidade.

Na mesa, o presidente da SBEM, Dr. Neuton Dornelas; o presidente do Congresso, Dr. Rodrigo Moreira; a presidente da Comissão Científica, a Dra. Marise Lazaretti; o presidente da SBEM-RJ, Dr. Paulo Lacativa, além do Dr. Bruno Leandro de Souza, do Conselho Federal de Medicina (CFM); Dr. Antonio Rodrigues de Braga Neto, Conselho Regional de Medicina (CREMERJ); e Dr. Romulo Capello Teixeira, representando a Associação Médica Brasileira (AMB). Quem coordenou a sessão foi a Dra. Flavia Maia.

A solenidade também contou com homenagens e premiações, incluindo o inédito Prêmio EndoAtleta, e o Prêmio Bernardo Leo Wajchenberg para o primeiro colocado no TEEM (Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia).
Presente, Passado e Futuro
“Um grande Congresso tem a função de disseminar informação científica de qualidade, promover a educação médica continuada e a qualificação profissional, além de estimular a defesa de boas práticas da ética e da segurança do paciente e, por isso, deve ser também um local de interlocução institucional.” O presidente da SBEM fez uma ponte entre o passado e o presente dos congressos. Ele destacou que no CBEM os participantes poderão ver a valorização do passado da Sociedade, com o painel que mostra a relevância da história da SBEM, e qual o papel de um evento como esse para a especialidade e a sociedade.

Uma programação científica do CBEM é feita a muitas mãos e precisa estar alinhada à valorização da ética, foi o que a Dra. Marise Lazaretti e o Dr. Rodrigo Moreira destacaram em seus discursos.
“Uma programação construída com muito cuidado, dedicação e acima de tudo com compromisso para oferecer a melhor tecnologia à altura dos desafios do nosso tempo, trazendo conceitos consolidados, novas diretrizes e as melhores evidências disponíveis e estimulando o debate sobre ética e temas que desafiam não apenas a Endocrinologia e Metabologia, mas a Sociedade e a Medicina”, Dra. Marise. Ela detalhou os números expressivos.

Abrindo oficialmente o evento, o Dr. Rodrigo reforçou a importância de um congresso médico, que é uma oportunidade de discutir ciência no mais alto nível, permitindo atualização. “Nosso objetivo é melhorar os cuidados com a saúde da população em um momento em que a medicina tem sofrido com pseudos especialistas. É muito bom saber que ainda existem profissionais preocupados em fazer medicina de verdade, focada no melhor para o paciente, baseada em evidências e preceitos éticos que juramos ao nos formar.”

Já o Dr. Paulo Lacativa contou como foi a jornada para construir um congresso do porte do CBEM 2026. Foi longa, exigindo muitas mentes e mãos. Em seu discurso, destacou a importância do Rio na construção da SBEM e da Endocrinologia e Metabologia.

“Hoje, o Rio de Janeiro conta com dez serviços de Endocrinologia e Metabologia, que são verdadeiras escolas formadoras de grandes nomes da especialidade, reconhecidos internacionalmente nas mais diversas áreas da nossa especialidade, e que seguem formando os endocrinologistas dos quais tanto nos orgulhamos.”
Os representantes do CFM, do CREMERJ e da AMB reforçaram a importância da ciência, da ética, do compromisso e da valorização da especialidade para levar o melhor tratamento e cuidados à população. A presença das autoridades, tanto na abertura quanto na programação científica, confirma o trabalho em parceria com as entidades representativas da medicina.
Prêmio Bernardo Leo Wajchenberg – TEEM
Como vem acontecendo em edições anteriores, a cerimônia de abertura teve a entrega do Prêmio Bernardo Leo Wajchenberg, concedido ao candidato que obteve a maior nota na Prova do TEEM. O laureado foi o Dr. Carlos Henrique Bizinoto Martins.
A apresentação foi feita pelo Dr.Rodrigo Moreira, presidente do Congresso e coordenador da Comissão do TEEM da SBEM. O prêmio foi entregue pelo Dr. João Modesto, que prestou prova e passou em 1972, na primeira prova de Título.
No exame, o Dr. Carlos Henrique alcançou 91,5 pontos, destacando-se por sua competência e conhecimento e pelo potencial de, em um futuro próximo, contribuir com a Sociedade e com o fortalecimento da especialidade.
A outra premiação da noite foi o Prêmio EndoAtleta dedicado aos médicos e atletas que são exemplos e referência no esporte, reforçando e estimulando a prática da atividade física.

Homenagem e Reconhecimento
Um momento especial foi a homenagem ao Jacir Pereira, funcionário da SBEM, em reconhecimento ao trabalho para a Sociedade, realizado há mais de três décadas. Ele recebeu uma placa das mãos do presidente da SBEM, Dr. Neuton, que destacou sua trajetória marcada pelo compromisso e valiosa contribuição.

Após a cerimônia, os participantes se reuniram para uma grande confraternização.