SBEM e SBPC/ML Publicam Nova Diretriz sobre Macroprolactinemia

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em parceria com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML), acaba de lançar um Position Statement sobre Macroprolactinemia, com recomendações atualizadas para uso na prática clínica. O posicionamento foi publicado no volume 6, dos Archives of Endocrinology and Metabolism, revista científica da SBEM.

A coordenadora do Departamento de Neuroendocrinologia da SBEM, Dra. Andrea Glezer, detalha porque o reconhecimento da macroprolactinemia é fundamental para a prática clínica e como o documento pode orientar melhor os profissionais.

O documento aborda conceitos, definições, aspectos epidemiológicos, técnicas de medição e o papel do rastreamento laboratorial, com foco em orientar médicos e laboratórios sobre quando investigar e como interpretar os resultados.

Segundo os autores, a detecção de macroprolactina, que é variante de prolactina com alto peso molecular e atividade biológica reduzida, é essencial para diferenciar entre a condição benigna e a hiperprolactinemia verdadeira (causada por prolactina monomérica bioativa). Isso evita investigações desnecessárias, como ressonância magnética da hipófise, e tratamentos inadequados com medicamentos ou intervenções invasivas.

No documento, os autores recomendam que laboratórios exibam nos laudos não apenas o valor total de prolactina, mas também os resultados da fração pós-precipitação com PEG (ou outro método de triagem), com as respectivas porcentagens de recuperação e intervalos de referência.

Essa iniciativa da SBEM e SBPC/ML representa um importante passo para padronizar o diagnóstico de alteracões da prolactina no Brasil, com impacto direto na segurança do paciente, redução de custos e melhores decisões médicas.

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