A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), em parceria com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (SBPC/ML), acaba de lançar um Position Statement sobre Macroprolactinemia, com recomendações atualizadas para uso na prática clínica. O posicionamento foi publicado no volume 6, dos Archives of Endocrinology and Metabolism, revista científica da SBEM.
A coordenadora do Departamento de Neuroendocrinologia da SBEM, Dra. Andrea Glezer, detalha porque o reconhecimento da macroprolactinemia é fundamental para a prática clínica e como o documento pode orientar melhor os profissionais.
AE&M: Our Position Statement on Macroprolactinemia offers updated guidance to help clinicians avoid unnecessary investigations and inappropriate treatments. Dr. Andrea Glezer, Chair of SBEM’s Neuroendocrinology Department, highlights the importance of the document. pic.twitter.com/S9PnHwPdi6
— endocrino.org.br (@endocrinologia) December 8, 2025
O documento aborda conceitos, definições, aspectos epidemiológicos, técnicas de medição e o papel do rastreamento laboratorial, com foco em orientar médicos e laboratórios sobre quando investigar e como interpretar os resultados.
Segundo os autores, a detecção de macroprolactina, que é variante de prolactina com alto peso molecular e atividade biológica reduzida, é essencial para diferenciar entre a condição benigna e a hiperprolactinemia verdadeira (causada por prolactina monomérica bioativa). Isso evita investigações desnecessárias, como ressonância magnética da hipófise, e tratamentos inadequados com medicamentos ou intervenções invasivas.
No documento, os autores recomendam que laboratórios exibam nos laudos não apenas o valor total de prolactina, mas também os resultados da fração pós-precipitação com PEG (ou outro método de triagem), com as respectivas porcentagens de recuperação e intervalos de referência.
Essa iniciativa da SBEM e SBPC/ML representa um importante passo para padronizar o diagnóstico de alteracões da prolactina no Brasil, com impacto direto na segurança do paciente, redução de custos e melhores decisões médicas.