Preocupadas com a saúde da população, as sociedades médicas do Brasil continuam pressionando à Anvisa para que proíbam a comercialização e a utilização de implantes hormonais manipulados.
Uma série de reportagens estão sendo veiculadas na grande imprensa, como a recente do jornal Estado de São Paulo, mostrando os perigos da falta de uma atitude mais séria das autoridades.
Na reportagem, por exemplo, são listados os efeitos colaterais graves como infarto renal, menstruação desregulada, hipertensão, hepatite e acidente vascular cerebral (AVC) vem sendo comuns as usuárias desse chip.
A SBEM vem, ao longo dos anos, chamando a atenção do problema, através de embasamento técnico e pesquisas científicas, com alertas sobre os perigos desse uso indiscriminado, e diversos posicionamentos oficiais.
O Dr. Clayton Luiz Dornelles Macedo, presidente do Departamento de Endocrinologia do Esporte e Exercício, foi entrevistado pelo Estadão onde reforçou o apoio das 32 sociedades médicas envolvidas que estão com os efeitos colaterais graves, cobrando uma providência mais enfática no combate a essa regulamentação dos implantes.
O endocrinologista explica que é preciso mais agilidade. “Em agosto enviamos uma proposta de regulamentação à Anvisa para que proíbam a comercialização e a utilização de implantes hormonais manipulados em doses e combinações não aprovadas pela Agência. Estamos preocupados com essa demora no retorno de uma resposta para tomarem uma ação efetiva, para proteger a saúde da população”.
Na plataforma Vigicom, lançada para o monitoramento, já são mais de 200 casos compartilhados com efeitos adversos, com cerca de 40% relativos ao implante.
A SBEM continua monitorando todo o cenário e vai levar para o 36º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, em Recife, de 11 a 15 de outubro, um debate amplo sobre o assunto.
Recentemente, o Ministério da Saúde se manifestou e comunicou que dará mais atenção ao problema, mas segundo os especialistas, os resultados não são satisfatórios e novas mobilizações devem acontecer.
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