Entre os maiores problemas de saúde pública no mundo, o excesso de peso e a obesidade têm como uma das principais causas o alto consumo de bebidas adoçadas. Para discutir a questão, a OPAS (Organização Panamericana de Saúde) e a ACT Promoção da Saúde realizaram um webinar para lançar o Relatório sobre a Tributação de Bebidas Adoçadas.
O presidente da SBEM Nacional, Dr. Cesar Boguszewski, foi um dos convidados do evento, transmitido no Canal da PAHO TV. Entre os participantes: Dra. Socorro Gross (representante da OPAS/OMS no Brasil) e Paula Johns (diretora-geral da ACT Promoção da Saúde)
Logo na abertura, o Dr. Cesar falou sobre o projeto que a SBEM vem desenvolvendo há muitos anos nessa área, representando cerca de 4 mil endocrinologistas no Brasil. “No nosso Estatuto está a afirmação que temos que cooperar com os Poderes Públicos e Organizações Não Governamentais na equação e resolução de problemas na área de saúde pública”. Ele reforçou o trabalho da entidade, junto ao público, para alertar a população sobre prevenção e tratamento de doenças endocrinológicas.

O endocrinologista reforçou as opiniões dos participantes, que a tributação é uma medida extremamente efetiva para reduzir os riscos de obesidade e diabetes, com um impacto econômico positivo para a saúde pública. “Estamos à disposição para trabalhar em conjunto, não só com essas medidas, mas em outras propostas que tragam benefício à saúde da população”.
Entre os pontos do documento e do site, que foi criado para divulgar os dados que precisam ser observados:
- A tributação de bebidas adoçadas traria para o Brasil ganhos expressivos em PIB e empregos.
- O consumo de bebidas adoçadas é prejudicial para a saúde e, consequentemente, para os cofres públicos.
- Poucas intervenções têm o poder de salvar tantas vidas como é o caso do aumento dos impostos do tabaco, álcool e bebidas açucaradas.
- É preciso atenção na influência da publicidade na população jovem.
- Recursos obtidos com a tributação seriam revertidos para programas de promoção da saúde.
- 4.2 bilhões de litros de bebidas adoçadas são consumidos por ano no Brasil.
- Previsão de gastos para tratamento de doenças relacionadas à obesidade no Brasil até 2025 é de U$ 34 bilhões
O relatório apresenta fortes evidências sobre os benefícios da tributação sobre as bebidas adoçadas, e contribui para desmistificar a ideia de que esse tipo de imposto é regressivo, afetando as populações mais pobres.
