Já podem ser consultados, no site do Projeto Diretrizes, os 40 novos direcionamentos elaborados por Sociedades Médicas. A finalidade é disponibilizar ao médico uma ferramenta para auxiliar o raciocínio e a tomada de decisões, de forma que o profissional possa oferecer a melhor conduta a cada paciente.
Os 40 novos textos foram elaborados por oito Sociedades, entre elas a SBEM, que contribuiu com a diretriz "Síndrome de Cushing Independente do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH)". O material compõe o oitavo volume do Programa, a ser lançado em breve, totalizando 320 diretrizes publicadas.
O projeto é uma iniciativa da Associação Médica Brasileira (AMB) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) para a produção de direcionamentos baseados em evidências científicas.
Confira os novos temas disponíveis:
- Abordagem das Parasitoses Intestinais mais Prevalentes na Infância;
- Aderência a Tratamento Medicamentoso;
- Alcoolemia e Direção Veicular Segura;
- Anestesia Venosa Total em Cirurgia Cardíaca;
- Anestesia Venosa Total em Colecistectomia Laparoscópica;
- Anestesia Venosa Total em Obesidade Mórbida;
- Anestesia Venosa Total em Otorrinolaringologia;
- Anestesia Venosa Total em Procedimentos Ambulatoriais;
- Anestesia Venosa Total em Procedimentos Neurocirúrgicos;
- Anestesia Venosa Total para Sedação;
- Avaliação Nutrológica Pré e Pós Operatória em Cirurgia Bariátrica;
- Bexiga Urinária: Cateterismo Intermitente;
- Carcinoma de Células Germinativas do Testículo: Diagnóstico e Estadiamento;
- Carcinoma de Células Germinativas do Testículo: Fatores Prognósticos;
- Carcinoma de Células Germinativas do Testículo: Tratamento;
- Cefaleias em Adultos na Atenção Primária à Saúde: Diagnóstico e Tratamento;
- Cervicalgia: Diagnóstico na Atenção Primária à Saúde;
- Cervicalgia: Tratamento na Atenção Primária à Saúde;
- Demência do Idoso: Diagnóstico no Atendimento Primário;
- Dispepsia não-investigada: Diagnóstico e Tratamento na Atenção Primária;
- Diverticulite: Diagnóstico e Tratamento;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Coração;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Fígado;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Pâncreas;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Pulmão;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Rim: Quanto à Função;
- Doadores Limítrofes no Transplante de Rim: Quanto à Transmissão de doenças ou Presença de Anomalias Anatômicas;
- Doença de Crohn Intestinal: Manejo;
- Esterilização Feminina: Indicação;
- Esterilização Masculina: Indicação;
- Fadiga Crônica: Diagnóstico e Tratamento;
- Fissura Anal: Manejo;
- Gasto Energético Avaliado pela Calorimetria Indireta;
- Hepatite B Crônica: Tratamento;
- Hepatite C Crônica: Tratamento;
- Rastreamento do Sedentarismo em Adultos e Intervenções na Promoção da Atividade Física na Atenção Primária à Saúde;
- Síndrome de Cushing Independente do Hormônio Adrenocorticotrófico (ACTH);
- Terapia Nutrológica Oral e Enteral em Pacientes com Risco Nutricional;
- Utilização da Bioimpedância para Avaliação da Massa Corpórea;
- Varicocele
Como Elaborar uma Diretriz
O Projeto Diretrizes tem como objetivo reunir informações da área médica para padronizar condutas que auxiliem o raciocínio do profissional de saúde na tomada de decisão.
De acordo com o Dr. Claudio Kater, Coordenador do Projeto Diretrizes da SBEM/AMB, o primeiro passo é a escolha do tema, preferencialmente de acordo com as prioridades estabelecidas pela AMB e ANS (diabetes e obesidade, por exemplo). Escolhido o tema, a diretoria da SBEM define o coordenador daquele projeto, sendo que os departamentos também podem sugerir coordenadores e assuntos, através da diretoria. O coordenador, por sua vez, convida os autores, discute as perguntas estruturadas e a abordagem de visão do tema em capítulos, juntamente com o levantamento das questões.
A partir daí, a uma versão preliminar da diretriz é encaminhada para a AMB, onde o texto é revisado. Neste momento, a AMB acrescenta recomendações ao final de cada questionamento e avalia o grau de evidencia. Na AMB, essa versão passa para o coordenador do projeto e depois segue para a Agência Nacional de Saúde, onde uma câmara técnica define as populações, faz um reforço nas recomendações e avalia os benefícios. Posteriormente, o texto volta para a AMB, que reforça ou reavalia e, através dessa secretaria de revisores, existe a disponibilização online, num processo total que dura cerca de 12 meses. A diretriz entra, então, numa lista de espera para ser publicada em livro.
Segundo as explicações do Dr. Kater, para que todo o processo de elaboração seja feito de maneira consistente e eficaz, a AMB oferece oficinas gratuitas de treinamento. O curso deve ser solicitado pela sociedade médica, através da assinatura de um termo de compromisso que garanta a entrega do trabalho final.
O curso tem duração de 12 horas (realizados geralmente às sextas-feiras e/ou sábados) e são agendados pela Sociedade na Sede da AMB ou durante congressos das especialidades. A preferência, porém, é que eles sejam feitos na sede da AMB. "Desde 2009, as oficinas são específicas para a especialidade, com assuntos dirigidos de acordo com o tema da diretriz médica", afirma.