10 Coisas que Você Precisa Saber Sobre Diabetes

diabetes corresponde a um conjunto de doenças que têm em comum a hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) e suas potenciais complicações vasculares. O diabetes tipo 1 é resultante da destruição autoimune das células produtoras de insulina. O diagnóstico desse tipo de diabetes acontece, em geral, durante a infância e a adolescência, mas pode também ocorrer em outras faixas etárias.

Já no diabetes tipo 2, o pâncreas pode produzir insulina até em excesso, mas ela não age adequadamente. Esse tipo de diabetes é mais comum em pessoas com mais de 35 anos, acima do pesosedentárias e sem hábitos saudáveis de alimentação, mas também pode ocorrer em jovens.

Confira 10 coisas que você precisa saber sobre os dois tipos mais comuns de diabetes:

1- Em pessoas com diabetes, deve-se procurar manter os níveis de glicose estáveis, o que geralmente ocorre em uma faixa de glicose que varia de 70 a 180 mg/dL. Se a glicose permanecer alta demais por muito tempo, haverá mais possibilidade de complicações de curto e longo prazo. A hipoglicemia (valores de glicose abaixo de 70 mg/dL) também pode causar sintomas indesejáveis e com complicações que merecem atenção.

2- Medicamentos orais, injetáveis e as insulinas podem ser usadas para o tratamento do diabetes. A insulina é sempre usada no tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, e é a terapia medicamentosa preferencial no diabetes.

3- A prática de exercícios pode ajudar a controlar a glicemia e a perder gordura corporal, além de aliviar o estresse. Por isso, pessoas com diabetes devem escolher alguma atividade físicae a praticar com regularidade, sob orientação médica e de um profissional de educação física.

4- A contagem de carboidratos se mostra muito benéfica para quem tem diabetes. Os carboidratos têm o maior efeito direto nos níveis de glicose, e esse instrumento permite mais variabilidade e flexibilidade na alimentação, principalmente para quem usa insulina, pois a dose irá variar conforme a quantidade de carboidratos. Isso acaba com a rigidez no tratamento de antigamente, quando as doses de insulina eram fixas, e a alimentação também devia ser. É importante ter a orientação de um nutricionista.

5- As tecnologias têm ajudado no tratamento do diabetes. Glicosímetros e sensores de glicose (usados para medir os níveis de glicose), bombas de infusão de insulina e aplicativos de gerenciamento do diabetes são alguns exemplos desses recursos.

6- Se o diabetes não for tratado de forma adequada, podem surgir complicações, como retinopatianefropatianeuropatiapé diabéticoinfarto do miocárdioacidente vascular cerebral, entre outros. Se o paciente já estiver com diagnóstico de complicação crônica, há tratamentos específicos para ajudar a levar uma vida com maior qualidade.

7- A educação em diabetes é muito importante para o tratamento. Não só o paciente precisa ser educado, mas também seus familiares e as pessoas que convivem com ele. Assim, o paciente pode ter o auxílio e o suporte necessários para um bom tratamento e tomar as decisões mais adequadas com base em conhecimento.

8- Muitos casos de diabetes tipo 2 podem ser evitados quando se está dentro do peso normal, com hábitos alimentares saudáveis e com prática regular de atividade física.

9- O fator hereditário é comum no diabetes tipo 2, enquanto a ocorrência familiar do diabetes tipo 1 é menos frequente.

10- Ainda não há cura para o diabetes, mas essa é uma condição passível de controle em todas as suas formas. O controle do diabetes possibilita uma vida saudável, produtiva e sem complicações.

Consultoria: Wellington (diretor do Departamento de Diabetes) – Composição do Departamento – gestão 2025-2026): Ruy Lyra da Silva Filho (PE), coordenador; Saulo Cavalcanti, subcoordenador; diretores – Fernando Valente (SP), João Modesto Filho (PB), Marcello Casaccia Bertoluci (RS), e Rodrigo de Oliveira Moreira (RJ)

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