Somatropina pelo SUS

relogio 05/08/2020 - 11:51 Notícias Científicas

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai passar a fornecer o biofármaco somatropina ao Sistema Único de Saúde (SUS). A produção será feita via Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) com o laboratório Cristália. 

O medicamento é usado para tratamento de hipopituitarismo, uma deficiência do hormônio do crescimento humano, da Síndrome de Turner, doença genética que causa baixa estatura em mulheres, e, mais recentemente, da Síndrome de Prader Wili. 

De acordo com o texto, assinado pelo presidente da Nacional, Dr. Rodrigo Moreira, a parceria amplia o acesso ao SUS e significa uma série de vantagens para a saúde dos brasileiros e para o cenário econômico do país: diminuição da vulnerabilidade do SUS; redução das dependências produtiva e tecnológica; e racionalização do poder de compra do Estado, mediante a centralização seletiva dos gastos na área da saúde.

Além disso, o comunicado ressalta que o método fomenta o desenvolvimento tecnológico e o intercâmbio de conhecimentos; promove o desenvolvimento e a fabricação em território nacional de produtos estratégicos; e gera a sustentabilidade tecnológica e econômica a curto, médio e longo prazos, dentre outros benefícios. 

A Somatropina passa a ser distribuída no SUS por aquisição centralizada pelo Ministério da Saúde, que dessa forma, unifica a padronização do produto do medicamento em todo território nacional, nas apresentações de 4UI e 12 UI, em frascos ampola com pó liófilo, cuja diluição requer 1 mL de diluente. 

No entanto, o comunicado lembra que algumas secretarias estaduais podem possuir em estoque o produto feito por outros laboratórios, cuja preparação  requer 2 mL de diluente. Dessa forma, o texto alerta que o médico prescritor deve estar esteja atento à correta reconstituição do produto que está sendo distribuído, para evitar a superdosagem do medicamento.

Para o Dr. Rodrigo, o lançamento garante acesso da população a um produto de qualidade, diminuindo o custo para o sistema de saúde e garantindo autonomia brasileira para o hormônio, uma vez que sua produção é inteiramente nacional. 

Confira o comunicado completo:

Pro Endocrino setembro 2020
CBEM 2020