Sine 2012: Síndrome de Cushing - Manejo Perioperativo da Doença

relogio 13/04/2012 - 17:41 Adrenal e Hipertensão

Tema recorrente em eventos científicos voltados para a neuroendocrinologia, a Doença de Cushing foi tema de uma palestra apresentada pelo Dr. Mauro Antônio Czepielewski durante o Sine 2012. O especialista falou sobre o manejo perioperativo da doença.

Em sua apresentação, o endocrinologista citou os principais objetivos do tratamento: corrigir o hipercortisolismo; ablar ou destruir o tecido tumoral; preservar a função hipofisária normal; reverter manifestações periféricas; controle ou cura; evitar a dependência hormonal; e retornar a qualidade de vida normal.

Dr. Mauro citou ainda os recursos terapêuticos disponíveis: cirurgia transesfenoidal; tratamento clínico; radioterapia hipofisária; adrenalectomia bilateral; e associações. Com ênfase na cirurgia transesfenoidal, o especialista detacou as vantagens e desvantagens. “Entre as vantagens está a ressecção completa do adenoma, a correção imediata do excesso hormonal, os altos índices de cura que chegam de 70% a 90%, a preservação da função hipofisária e os baixos índices de recidiva”, disse. “Nas desvantagens estão a exigência de um cirurgião experiente, a não cura dos adenomas invasivos, o alto risco cirúrgico em alguns casos, o fato de não corrigir 100% dos casos e a necessidade de identificação do adenoma”, explicou.

Entre outros temas, o especialista ainda falou sobre o protocolo de manejo inicial, de 1994. “É necessário o diagnóstico preciso da doença hipofisária, a avaliação e controle clínico das co-morbidades, sem cetoconazol pré-cirúrgico, sem reposição glicocorticoide intra e pós-operatória, coleta de cortisol pré, 6, 12, 24, 36 e 48 horas após a cirurgia, manejo em CTI por dois a três dias, prevenção de TEV e antibioticoprofilaxia, administração de corticoide se sinais de insuficiência adrenal ou cortisol indetectável: pednisona VO e reavaliação em 10 a 12 dias PO.

 

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Pro Endocrino abril 2019