Simpósio – Testosterona e Disfunção Erétil

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Simpósio – Testosterona e Disfunção Erétil

por site em 15 de abril de 2021


Papel Fisiológico da Testosterona na Disfunção Erétil
Traish, Institute of sexual medicine. Boston Univ. Medical School

Ereção peniana é um processo hemodinâmico que depende da integridade estrutural e funcional do tecido erétil. Cada vez se considera mais que andrógenos tem papel importante em manter função erétil. Os autores postulam que os andrógenos dinamicamente e de forma reversível regulam a expressão de fatores de crescimento paracrinos que mantém a integridade estrutural e funcional dos componentes celulares do tecido erétil. Usando modelo animal, os autores demonstraram uma redução significativa na resposta erétil à estimulação de nervos pélvicos após 2 ou 4 semanas de deprivação androgênica por castração cirúrgica. Mudanças similares foram observadas após 4 a 8 semanas de castração médica (LH-RH agonistas).

Testosterona mas não estradiol, reverteu o efeito da castração e restaurou função erétil a nível que não se destinguiu de animais intactosm Castração significantemente reduziu o conteúdo de músculo liso do tecido trabecular e essa redução era revertida por T. mas não por tratamento de estradiol.

Atividade de fosfodiesterade tipo 5 aumentou nos animais castrados tratados com T.. A administração de vardenafil (10 micrograma por kilograma), um inibidor da PDE tipo 5, não estimulou a função erétil em animais cirúrgica e medicamente castrados. Os autores também sugerem que na ausência de andrógenos a função erétil não é restaurada pelos inibidores da PDE tipo 5. Os autores concluem que a insuficiência androgênica produz alterações estruturais na musculatura lisa dos corpos cavernosos e endotélio resultando em disfunção veno-oclusiva dos corpos cavernosos.

Experiência Clínica com Tratamento de Testosterona em Pacientes não Responsivos ao Sildenafil
R. Shabsigh, diretor, N.Y. Center for Human Sexuality, New York,

Experiência com animais indicam que a via do NO da função erétil é dependente da T. Um estudo apresentado na reunião de 2003 da ISSIR avaliou a segurança e eficácia do Androgel (Gel de T. 1%) versus gel placebo juntamente com Viagra (Sildenafil) em produzir uma resposta erétil em homens hipogonadais que não respondem ao tratamento com Sildenafil sozinho para disfunção erétil. A medida da eficácia foi baseada no Índice International de Função Erétil. 72 pacientes foram randomizados para androgel mais Sildenafil versus placebo mais Sildenafil e foram tratados por 12 semanas. A idade média era de 63 anos. A terapia de reposição de testosterona. com androgel melhorou a resposta erétil ao Sildenafil. Assim essa terapia pode ser considerada para o tratamento de disfunção erétil em homens com testosterona. baixa ou no limite inferior do normal que falharam a tratamento do Sildenafil sozinho. Triagem para hipogonadismo é indicada em DE e especialmente e em não respondedores aos inibidores PDE tipo 5.

Recomendações do Consenso para o Diagnóstico Tratamento e Monitoramento de Homens com Hipogonadismo, Portadores de Disfunção Erétil (DE)
A. Morales, Canada

A associação de alterações hormonais e DE é bem reconhecida. Existe no entanto uma relutância significativa dos médicos considerar hipogonadismo sintomático de aparecimento tardio também conhecido como deficiência androgênica no envelhecimento masculino (ADAM), uma entidade clínica merecedora de pesquisa e tratamento. Apesar desta relutância, existe evidência cada vez maior que um ambiente androgenico é fundamental para atividade sexual apropriada. Uma Reunião de Consenso teve lugar em Paris no verão de 2003 sobre o assunto da sexualidade humana,. Um comitê internacional de especialistas nos campos das funções sexual e endócrina foi encarregada em desenvolver recomendações baseadas em evidências para o diagnóstico, tratamento e seguimento de homens com DE do ponto de vista endócrino.

O comitê produziu 25 recomendações durante a reunião. Assim como qualquer série de recomendações nesta área, o documento necessita freqüentes atualizações à medida que novas informações aparecem.

Alguns itens tratados nestas recomendações: diagnóstico clínico, diagnóstico bioquímico, prolactina, DM, lipides, indicações para terapias, idade, função sexual, terapia combinada para DE, apresentações de T , níveis séricos de T., outros andrógenos, abusos de andrógenos, monitoramento da próstata, segurança prostática, T em câncer de próstata, monitoramento do humor, seguimento hematológico, apnéia de sono, e responsabilidades do médico.