Sibutramina no Mercado

relogio 28/05/2013 - 10:33 Notícias

Uma notícia movimentou a classe médica, imprensa e pacientes. A ANVISA decidiu manter a venda e o monitoramento de medicamentos a base de sibutramina no Brasil. O informe foi publicado nesta segunda-feira, 27 de maio. 

Segundo a Agência, a decisão foi fundamentada em monitoramento do mercado da sibutramina ao longo de 2012. As regras para o uso da sibutramina permanecem as mesmas adotadas em outubro de 2011, quando a Anvisa publicou regulamento que aumentou o controle sobre a sibutramina.

Na Resolução RDC 52/2011 da Anvisa ficou estabelecida a obrigatoriedade dos profissionais de saúde, empresas detentoras de registro e farmácias e drogarias de notificarem, obrigatoriamente, o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária sobre casos de efeitos adversos relacionados ao uso de medicamentos que contém sibutramina.

Além disso, indicou a descontinuidade do uso da sibutramina em pacientes que não obtiverem resultados após quatro semanas de uso do produto.

A SBEM Nacional, presidida pela Dra. Nina Musolino, considerou uma boa notícia a decisão da Agência e emitiu opinião sobre a decisão:

"Em 2011, resolução da ANVISA aumentou o controle sobre a venda da sibutramina e, na ocasião, ficou estabelecido que haveria reavaliação do potencial risco do medicamento após período de monitoramento com obrigatoriedade de comunicação de efeitos adversos.

Em 26 de março passado houve reunião em Brasilia, na Câmara dos Deputados, com a presença do Dr. Barbano, da ANVISA, onde foram discutidos assuntos relacionados aos anoréticos. Foram representando o Departamento de Obesidade pela SBEM / ABESO, os Drs, Mario K. Carra e Rosana Radominski que mostraram a importância da manutenção da sibutramina.

É com satisfação que recebemos a comunicação da ANVISA que manterá a venda da sibutramina no nosso país considerando que o periodo de monitoramento não mostrou maiores riscos para o seu uso desde que respeitadas as mesmas restrições de prescrição.

No entanto, o monitoramento com comunicação obrigatória dos efeitos adversos deve continuar, assim como o documento de três vias (consentimento informado) obrigatório na prescrição.

Embora sob restrições a nota de que a medicação não será retirada do mercado é uma boa notícia no auxílio do tratamento da obesidade no Brasil."

Leia o comunicado, na íntegra, no site da ANVISA.

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