Reunião na AMB com Entidades Médicas

relogio 15/07/2016 - 16:18 Notícias

No dia 15 de julho o presidente da SBEM, Dr. Alexandre Hohl, participou de uma reunião, na Associação Médica Brasileira, com o objetivo de abordar diversos temas relacionados à medicina no Brasil. O evento aconteceu na sede da AMB, em São Paulo, e contou com a presença de outros 52 presidentes de sociedades médicas, o Ministro da Saúde, Ricardo J. M. Barros, o presidente da AMB, Dr. Florentino de Araujo Cardoso Filho, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Dr. Carlos Vital Tavares Corrêa Lima e a Dra. Clarice Petramale, representante da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Todos os representantes das entidades foram ouvidos e o Dr. Alexandre comentou que a diversidade de temas discutidos foi grande. “O ministro da Saúde cedeu à palavra e cada um teve dois minutos pra expor sua opinião, de maneira sucinta, e que iam se sobrepondo de assuntos como: “Mais Médicos”, lei do ato médico, exercício de outras profissões da saúde, tangenciando dentro da medicina a falta de remédios, falta de abastecimento, o sucateamento das UTIs, radioterapia e a formação médica”.

O presidente da SBEM disse que no momento em que fez suas colocações, abordou o tema sobre o “Mais Médicos”. “Não consigo motivar meu aluno de medicina e dizer que depois de estudar tanto ele irá trabalhar com uma bolsa. É preciso ter uma carreira médica, é preciso oferecer algo que fixe esse profissional no interior. O programa atual não oferece isso ao médico recém-formado. É preciso rediscutir o processo”.

Outro tema abordado pelo Dr. Alexandre foi diabetes mellitus. Segundo o endocrinologista, são mais de 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo, com previsão de ultrapassar 640 milhões doentes em 2040. O Brasil é o quarto país com o maior número de casos. “A doença afeta mais de 15 milhões de brasileiros e isso mostra que é preciso realmente estruturar a prevenção, o tratamento e cuidar das complicações. O diabetes mellitus é a principal causa de amputação não traumática de membros inferiores, principal causa de cegueira e de diálise renal. É preciso um trabalho em conjunto com o Governo, visto que metade dos doentes não sabem que tem diabetes, e dos que sabem da doença, mais da metade não trata de maneira adequada”. 

cbaem 2019