Programa Mais Médicos: Opinião dos Associados

relogio 25/07/2013 - 17:04 Notícias

A SBEM Nacional está acompanhando de perto as manifestações e reações provocadas pelas medidas do Governo Federal em relação à contratação de médicos de outros países e outras questões do Programa Mais Médicos.

Para saber o que pensam os associados, foi encaminhado um boletim eletrônico, pedindo a participação. Vejam as manifestações que chegaram para à SBEM Nacional.

  • Opinião dos Associados

Dr. Flavio Fontes Pirozzi - SBEM-SP

Nos últimos 40 anos a população brasileira aumentou em 101%, o de médicos foi de 557%. Isto devido à abertura indiscriminada de faculdades de medicina pelo país. Quer dizer, não faltam médicos! Ao dizer isto em rede nacional nossa presidenta nos mostra que está mal informada, pois recentemente um estudo do CFM apontou que há uma má distribuição dos médicos pelo país. E isto se deve não só a baixa remuneração salarial em lugares distantes do nosso país como também a péssima infraestrutura para exercer a boa medicina nesses lugares.

Trazer médicos de fora não seria a solução, principalmente por mostrarem na última prova do REVALIDA um índice de reprovação de 92%. Enquanto isso o "médico", Sr. ministro da saúde Padilha deixou de aplicar 17 bilhões de reais para melhoria das condições da saúde no Brasil. Aumentar dois anos na faculdade de medicina diminuiria a formação de novos médicos e também não deixa de ser uma atitude radical e inconstitucional ao fazer o acadêmico trabalhar de forma forçada no SUS. A faculdade pública ou privada é um direito de todos e qualquer mudança na grade curricular deveria ter mais critério educacional do que político. Não precisamos de mais médicos, precisamos de menos corrupção!

Dr. Osmário Salles Salvador/Bahia

Este é mais um golpe do partido dos Petralhas. Muitos destes médicos que eles querem trazer de volta sem revalidar diploma, são filhos de sindicalistas e de pessoal do PT, que não tiveram a competência de fazer medicina no Brasil e foram fazer em Cuba e na Bolívia, onde existe uma medicina de péssima qualidade. Vocês acham que algum médico que preste vai querer vir para trabalhar em condições sub-humanas no Brasil. Isto é trambique como tudo que este partido faz. Temos é que lutar para tirar estes corruptos do poder ou então o Brasil vai se acabar. Vamos sugerir a nossa presidenta fazer uma bolsa Cuba ou Coreia do Norte, para ver se algum destes safados quer ir para lá. Eles querem ficar é em país democrático, sem lei, como é o nosso, para ficarem com este papo de socialista e roubando a nação.

Dr. Teófilo Mamcarz - PR

Penso que os CRM´s, CFM e entidades médicas, de uma maneira geral devam ser mais incisivos, inclusive junto à mídia mostrando que não faltam médicos. O Brasil é um dos países de maior número de faculdades de medicina, assim como na proporção médico x habitante. Falta sim, vergonha na cara deste governo e políticos corruptos, que gastam oceanos de dinheiro em propaganda enganosa, máquina administrativa ineficiente, comissões, superfaturamento de obras que, quando prontas se desmancham logo alguns meses após a inauguração. Falta dinheiro para investimento em ações básicas de saúde, equipamentos, hospitais, exames, e condições de trabalho, não digo dignas, mas mínimas para um atendimento adequado.  

Meu filho fez medicina em faculdade particular e arquei com os custos, o máximo que pude descontar do imposto de renda foi aproximadamente dois mil reais por ano, sendo que apenas uma mensalidade custou mais de R$ 3 mil. Agora vem o absurdo de prestação de serviço civil obrigatório ao governo. É o mais puro regime socialista, em que o governo fica com o lucro e o povo com o prejuízo. Em tempo, importando-se médicos, como os CRM´s   fornecerão o registro profissional ? Eles serão obrigados a se submeter às normas do Conselho? poderão ser julgados em caso de má prática?  E eu, ficarei com a obrigação de pagar minha anuidade para exercer legalmente a profissão?

Dr. Walter Bloise – São Paulo

Aceitamos a sugestão da destrambelhada Dilma se a mesma obrigatoriedade for exigida para os advogados, engenheiros, juízes, promotores. procuradores, beneficiários das cotas, sindicalistas, etc. Sugiro também que os médicos importados fiquem responsáveis pela saúde dos nossos políticos inclusive da presidenta.  

Dr. Ivan Ferraz

Mais MÉDICOS sim, claro. Provenientes do BRASIL. Mais médicos, mais hospitais, mais postos de saúde, mais UPAS, todos capacitados e em condições de prestar atendimentos com muita qualidade. Mais: melhores salários, dignificando o trabalho do médico e dos demais funcionários da área da saúde. Além de mais Universidades, escolas de nível fundamental e médio.

Mais condições de saúde básicas: água encanada, esgoto, condições adequadas de moradia.
Mais transparência nas tributações.
MENOS POLÍTICOS CORRUPTOS.

Dra. Milena Couto

O governo Dilma só pode estar de brincadeira... Vivemos em uma ditadura mascarada. O que falta é estrutura no SUS e plano de carreira para o medico. Assim, resolveria grande parte da carência de medico no interior... Mas o governo se faz de surdo...Medida puramente eleitoreira...

Dra. Juliana de Paula Peixoto

Inicialmente há talvez dois meses atrás tivesse a oportunidade de ouvir na Voz do Brasil que a Sra. Presidenta desejava propor aos médicos oportunidade de vaga garantida em residência após dois anos de trabalho prestado em unidade do SUS afastada dos grandes centros... Pensei que seria uma boa oportunidade para colegas que pleiteiam uma vaga de especialização anos a fio sem sucesso, no entanto, diante do projeto atual vejo + uma vez a classe medica sendo massacrada e desvalorizada...assumindo o ônus da falência das sucessivas gestões medíocres do SUS desde a sua criação em 1990.

A questão crucial do repasse de verbas nunca foi prioridade e até hoje depende de esmolas e conchavos políticos entre os gestores nas diferentes esferas do governo. E nós funcionamos + uma vez como mão de obra barata e objeto de manipulação política!!! Sou medica por vocação e tenho que trabalhar em demasia para honrar os meus compromissos financeiros... estudei 10 anos para garantir minha especialização como Endocrinologista e entrar no mercado de trabalho aos 28anos!!! Agora imagina com a extensão do curso... menos médicos deveria ser o tema do programa, já que a motivação para a carreira certamente vai diminuir!!!!

Dr. Marcio de Sousa Roberto

Até acho plausível o aumento do número de anos para formação médica, uma vez que funciona em outros países e também porque acho o médico recém-formado hoje, está pouco preparado para atendimento de emergência, bem como para o exercício da medicina autônoma, entretanto o governo também está despreparado para tomar tal medida, já que não há estrutura!  

Sugiro:

  1. criação de critérios para o cadastramento de unidades de saúde com “Idoneidade Formativa"
  2. abater na residência médica, os anos trabalhados nesse chamado "2º Ciclo”.
  3. prova de residência única nacional, vinculando aos anos desse 2º Ciclo ao tipo de vaga de residência escolhida.

Dr. Ricardo Cesar Batista da Silva

A faculdade de medicina já é a mais longa de todas, fora a especialização que temos que fazer depois para não morrermos de fome. Assim, vamos passar a vida inteira fazendo o curso de medicina. Acho uma afronta a todos nós fazer mais esta arbitrariedade. Colocar-nos garganta abaixo mais dois anos de faculdade, vamos propor isto para os cursos de direito, engenharia, publicidade, administração, arquitetura, odontologia, enfermagem para ver o que todos eles acham. Afinal, o Brasil precisa de todos os profissionais para ser um país melhor, segundo o pensamento socialista da nossa presidente que só encontra soluções para os seus problemas infernizando a vida dos outros. Não tem notícia boa neste governo. Nem inteligente, nem boa.

Dra. Gláucia Vieira Ferreira

A quantidade de médicos não é o problema da saúde do nosso país, como acha a presidenta Dilma. O problema principal é a falta de condições de trabalho! Como trabalhar em locais onde faltam leitos, macas, remédios, equipamentos, luvas, gazes, papéis, exames, vagas em UTI? Eu trabalho em uma cidade do Sul de Minas Gerais e frequentemente me sinto de mãos atadas! Fazer um diagnóstico é difícil, pois faltam recursos! Tratar é difícil, pois faltam recursos! De nada adiantaria outro médico, sem recursos para trabalhar!

Esta medida da presidenta é midiática! Visa apenas "tapar o sol com a peneira”; Mais médicos em um SUS falido como o nosso acarretaria em uma sobrecarga do sistema: mais fila de espera para consultas, exames e procedimentos.... Isso sem falar que sem o Revalida, estaríamos colocando a vida de milhares de brasileiros em risco!

Dra. Renata Boschi Portella - Campo Grande - MS

Concordo com a posição da SBEM, enfatizando ainda o risco para a população de ser atendida por médicos sem revalidação de diploma e em locais sem acesso a exames complementares e tratamento básico. É uma política eleitoreira e que prejudicará justamente os mais pobres, além de não resolver nada.

Em relação à extensão da faculdade, vários programas têm discutido o ensino médico há décadas e estas entidades médicas deveriam ser ouvidas.
Foi uma falta de respeito aos profissionais da saúde e aos usuários do SUS, dentre os quais não se incluem a presidenta e os políticos em geral.

Dra. Tina Louise

É vexatório o que o governo tenta impor aos médicos e futuros médicos. A insipiência é tamanha que não há o que falar. Mascarar a corrupção nos desvios de verbas para infraestrutura da saúde impondo dois anos de trabalho "monitorado" pelas faculdades é no mínimo ridículo.

Dra. Emmanuela Quental Callou

Acredito ter esse programa um fundo muito mais eleitoreiro do que a melhora da saúde no país. “O déficit de médicos” no país tendo em vista apenas números será sanado em poucos anos. Porque relativamente perto desse número chegar importar mais médicos? Porque dispensá-los do sistema de revalidação que na minha opinião é muito pouco visto que deveríamos total domínio da língua. Porque essa infração às regras estabelecidas há anos? Quantos colegas não já receberam calote de prefeituras em serviços médicos de cidades do interior, principalmente em época de campanhas eleitorais?  No entanto a defasagem de serviços médicos de qualidade está longe de melhorar. Tenho um residente de clínica médica que trabalhou no PROVAB no sertão central do Cerará e no "cento médico" que ele atendia não havia sequer uma pia; não é que estava faltando água , a pia não existia, para lavar a mão era utilizada a água que ficava em pote de barro que ficava fora da sala de atendimento.

Dra. Stella Vecchiatti

Quanto ao Programa Mais Médicos quero deixar perguntas que gostaria que o governo esclarecesse:

- Se para que um profissional seja aceito em serviços públicos (concursos), convênios e serviços privados há necessidade de ter residência médica ou estágio de especialização reconhecido pelas sociedades e título de especialidade, como alunos que terminaram o 6o ano da faculdade poderão responder pelo atendimento no SUS?

- Os brasileiros que cursam universidades particulares pagarão por mais dois anos de Faculdade ou a Presidência bancará esses dois anos a mais de retardo de sua formação, pois, trabalhar no SUS como médico e sem supervisão, só atrasará seu aperfeiçoamento e esvaziará ainda mais os bolsos dos pais que fizeram um esforço enorme para manter os filhos por seis anos?

- Pensando nesse programa então todos os alunos de universidades públicas, em todas as áreas teriam que dar dois anos de trabalho para o governo, como troco pelo que receberam e que na verdade deveria ser direito de todos?!

- A bolsa para médicos estrangeiros de RS 10.000,00 mais moradia e sei lá o que mais, será dada a médicos sem revalidação do diploma, sem CRM e a que responderão em caso de erro médico? A Sra Presidenta?

Apoio vossa posição e acredito que é urgente um posicionamento forte e unido de todas as entidades representativas da classe médica e dos médicos de todo o pais, pois o médico como qualquer outro profissional tem direito a sua dignidade, liberdade de escolha, aos seus direitos constitucionais de ir e vir, de livre arbítrio e como se não bastasse trabalha ainda por salários vergonhosos em serviços públicos por puro amor a arte.

Deveríamos acrescentar a esse programa pelo menos 12 anos de serviço voluntário por ano de trabalho no serviço público a nossos políticos já que ganham do governo em um ano o que os médicos levam 12 para ganhar!!!

Dr. Teófilo Mamcarz CRM 8665-PR

Penso que os CRM´s, CFM e entidades médicas, de uma maneira geral devam ser mais incisivos, inclusive junto à mídia mostrando que não faltam médicos. O Brasil é um dos países de maior número de faculdades de medicina, assim como na proporção médico x habitante. Falta sim, vergonha na cara deste governo e políticos corruptos, que gastam oceanos de dinheiro em propaganda enganosa, máquina administrativa ineficiente, comissões, superfaturamento de obras que, quando prontas se desmancham logo alguns meses após a inauguração. Falta dinheiro para investimento em ações básicas de saúde, equipamentos, hospitais, exames, e condições de trabalho, não digo dignas, mas mínimas para um atendimento adequado.

Meu filho fez medicina em faculdade particular e arquei com os custos, o máximo que pude descontar do imposto de renda foi aproximadamente dois mil reais por ano, sendo que apenas uma mensalidade custou mais de R$ 3 mil. Agora vem o absurdo de prestação de serviço civil obrigatório ao governo.

É o mais puro regime socialista, em que o governo fica com o lucro e o povo com o prejuízo. Em tempo, importando-se médicos, como os CRM´s fornecerão o registro profissional? Eles serão obrigados a se submeter às normas do Conselho? Poderão ser julgados em caso de má prática?  E eu, ficarei com a obrigação de pagar minha anuidade para exercer legalmente a profissão?

Dr. Adolpho Milech

Inacreditável. Os médicos ainda não formados ,segundo os critérios dos dois ministros e ,portanto deem registro nos CRMS atenderão a população, num flagrante exercício ilegal da profissão. Segundo o Professor Jatene, estava sendo discutido mudanças curriculares e a prestação durante um ano após a formatura em cuidados primários, com supervisão. Segundo o mesmo, a imbecil resolução não foi discutida na reunião, sendo editada como medida provisória a sua revelia. A medida deveria ter como figurantes os três patetas: os dois ministros e todos que seriam obrigados a trabalho ilegal. Além disso, melhorar as calamitosas estruturas de Saúde existente, nem pensar. Deprimente

Dra. Joseli S. Madeira

Sou contra a todas as decisões absurdamente equivocadas.

Dr. Marco Aurélio Bassi Trevisan - SP

Esse programa vai reduzir a atratividade do curso de Medicina para os estudantes secundaristas brasileiros. Em médio prazo, o efeito será o oposto ao imaginado pelo governo federal se as medidas forem de fato implantadas.

Dra. Claudia Morato Guimarães

As medidas descabidas adotadas pela Presidente Dilma são apenas medidas eleitoreiras que não visam resolver o real problema do país: infraestrutura. De que adianta o médico chegar aos rincões do Brasil e não ter nada para fazer. Muitas vezes não tem nem uma reles dipirona. Além disso, é um absurdo determinar aumento do tempo do curso de Medicina, pois já passamos por estágios na rede básica. Não há necessidade nenhuma desses anos adicionais além de ser inconstitucional. Aguardo sinceramente que os Conselhos de Medicina tomem medidas urgentemente, caso contrário não pagarei nunca mais o CRM.

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