Privacidade Médica

relogio 26/11/2008 - 17:24

No dia 21 de novembro, a coluna Médico e Paciente, do New York Times Online, divulgou um artigo sobre a quantidade de informação pessoal do médico que deve ser passada ao paciente. O texto, assinado por Pauline W. Chen (M.D.), apesar de mostrar que alguns estudos sugerem que parte dos pacientes é mais feliz quando tem informações pessoais dos seus médicos, aponta pesquisas indicando que nem sempre os doentes querem saber sobre os médicos. Segundo o autor, existe pouca investigação sistemática na área da relação médico-paciente e divulgação de auto-satisfação.

Ao longo do tempo, mesmo sem pesquisas de apoio, alguns médicos começaram a pensar que partilhando mais da sua vida com os pacientes estaria se colocando em uma posição mais humana. Ele afirma que, historicamente, os médicos ao se colocarem em uma posição de destaque - como uma "ardósia em branco" - cometeram um grande erro dizendo nada ou pouco de si.

O médico, autor do artigo, conta que desde quando estava na escola médica, década de 80, apesar da relação entre os profissionais e os pacientes ser mais limitada, mesmo os mais discretos revelam fatos de suas vidas, com fotos nos consultórios, aliança no dedo e mesmo com os sapatos que usa. O mesmo afirma que "a interação médico-paciente foi firmemente parte da ‘arte' e não a ‘ciência' do trabalho, por isso as idéias são baseadas em provas esporádicas, normalmente as nossas próprias experiências". O Dr. Pauline acredita que raramente levou sua vida própria para a clínica ou o hospital, exceto quando questionado pelo paciente.

Toda esta discussão ganhou espaço no blog Well, do New York Times, no qual os interessados podem participar, comentando no post "When the M.D. Shares T.M.I.".

  • Leia o artigo completo, em inglês, publicado no nytimes.com.