Pregnancy Outcomes Following Cabergoline Treatment: Extended Results from a 12-year Observational Study

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Pregnancy Outcomes Following Cabergoline Treatment: Extended Results from a 12-year Observational Study

por site em 15 de abril de 2021


Andrea Glezer – Comissão de Novas Lideranças

A cabergolina é considerada a droga de escolha para o tratamento dos prolactinomas, por apresentar maior afinidade ao receptor D2, meia-vida mais longa, menos efeitos colaterais, maior adesão e maior eficácia na normalização da prolactina, inclusive após retirada da droga.

As exceções são as pacientes com desejo de gestação, no início do tratamento, uma vez que o número de recém-nascidos de gestantes em uso de cabergolina é muito menor que o descrito para bromocriptina; ainda que não haja associação entre o uso de quaisquer dessas drogas e a malformação fetal.

Colao et al. realizaram um estudo prospectivo de 380 gestações, em mulheres em uso de cabergolina, e avaliaram a incidência de abortamento, prematuridade e malformações fetais. De 329 gestações, cujos dados estavam disponíveis, houve 22% de abortamento e, dentre esses, apenas 30 (42%) foram espontâneos. Dos 258 partos, 250 (97%) foram nascidos-vivos e desses, 45 (18%) foram prematuros. Houve 23 casos (9%) de anormalidades fetais, todos sem gravidade. Os autores concluem que o uso de cabergolina no início da gestação é seguro. No entanto, o número de recém-nascidos vivos de gestantes em uso de bromocriptina é pelo menos o dobro do número de casos relatados nesse estudo, o portanto, maior experiência com o uso de cabergolina ainda se faz necessária. Vale lembrar que o Guideline de tratamento de prolactinomas recomenda a suspensão das drogas dopaminérgicas, sempre que possível, após a constatação de uma gestação.

Fonte: Colao A, Abs R, Bárcena DG, Chanson P, Paulus W, Kleinberg DL.Em Clin Endocrinol (Oxf). 2007 Aug 29th