Paralisação Médica

relogio 13/09/2011 - 11:17 Notícias

Por insatisfação com o descaso das operadoras nas negociações sobre reajustes de salários e a interferência das empresas na autonomia dos profissionais, os médicos irão parar, em forma de protesto, no próximo dia 21 de setembro, para alertar a sociedade sobre os excessos praticados pelas empresas que penalizam os profissionais e pacientes. É o que afirma a Associação Médica Brasileira (AMB), em nota publicada em seu site.

No dia 20, véspera da paralisação, os médicos irão conceder uma entrevista coletiva para divulgar as reivindicações e solicitar uma audiência com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Confira o comunicado completo, divulgado pela AMB:

PARALISAÇÃO DE 21 DE SETEMBRO

Movimento ganha força e pretende atingir planos em todo o país

Médicos estão insatisfeitos com o descaso das operadoras nas negociações sobre reajustes de honorários e com a interferência das empresas na autonomia dos profissionais

Os médicos darão cartão vermelho contra os abusos cometidos pelas operadoras, como falta de reajustes de honorários ou a interferência na autonomia dos profissionais. O movimento quer chamar a atenção da sociedade para os excessos praticados pelas empresas que penalizam os profissionais e, sobretudo, os pacientes. Entre os problemas relacionados pelas entidades médicas aparecem a negativa em negociar a revisão dos honorários médicos, a oferta de percentuais irrisórios ou a manutenção de medidas que interferem no atendimento dos pacientes.

A paralisação é um desdobramento direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização nacional dos médicos  contra os problemas observados na saúde suplementar. A decisão do formato da paralisação será feita pelas entidades médicas estaduais. Em alguns Estados, a paralisação será feita apenas contra alguns planos, cujos nomes serão divulgados previamente aos médicos e à sociedade. No entanto, em outros há a intenção de suspender o atendimento de forma generalizada por conta de especificidades locais.

Em Brasília, representantes de conselhos de medicina, de sindicatos médicos, e de associações e sociedades de especialidades definiram os últimos detalhes para o movimento. "Esta mobilização é a mais expressiva dos últimos anos e, sem dúvida, a mais bem-sucedida em termos de organização e resultados", avalia Florisval Meinão, diretor da Associação Médica Brasileira.

Na véspera da  paralisação (20 de setembro), os médicos concederão coletiva de imprensa para expor as reivindicações da categoria. As entidades também solicitarão uma audiência com o ministro Alexandre Padilha. 

A categoria exige das operadoras a revisão dos valores pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram o fim da interferência antiética das operadoras na autonomia do profissional.  No entanto, a reorganização da própria assistência suplementar também está na pauta dos profissionais.

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