CBEM 2014: Orientação de Carreira

relogio 05/09/2014 - 16:34 Congresso Nacional

Dando sequência ao Simpósio “Novas Lideranças da SBEM: Ligas e Orientação de Carreira”, que aconteceu na manhã de 5 de setembro, foi a vez de falar sobre os desafios e as gratificações na carreira do endocrinologista, nas diferentes posições.

O Dr. Vicente Andrade abordou a realidade dos profissionais que trabalham nos consultórios médicos, tanto para os que atuam com as operadoras de saúde como para os que atendem apenas a pacientes particulares, comparando financeiramente e enfatizando a qualidade de vida dos médicos nestas duas opções de trabalho. Ele ressaltou que o médico precisa se atentar para a importância de que o paciente seja seu e não do plano de saúde. Ou seja, que o paciente esteja em seu consultório pelos seus conhecimentos, méritos e empatia, não porque faz parte de uma lista de médicos do livro do plano de saúde.

Para isso, o Dr. Vicente também deu dicas de como ser um bom médico em seu consultório, com base em três pilares, profissionalismo, qualidade no atendimento e satisfação do paciente. “Quando uma pessoa vai ao consultório ela está com um problema de saúde e precisa de solução. O endocrinologista, por ter sido um clínico geral, precisa resolver a questão e tem capacidade para isso”, afirmou ele. O médico alertou também para o fato de que os colegas precisam cuidar mais da sua agenda, de forma que as consultas sejam realizadas no horário programado e com o tempo necessário para uma anamnese completa. Além disso, o paciente espera que seu médico esteja disponível para possíveis necessidades de emergência. “Fidelize seu paciente pela qualidade e ele será seu, não do plano de saúde”, comentou.

A carreira acadêmica foi abordada pelo Dr. Helton Estrela Ramos (foto), que relatou a realidade da falta de prestígio e, consequentemente, de interesse dos jovens médicos para seguirem esta profissão. “Enfrentei questionamentos familiares quando optei por seguir na área acadêmica. Enquanto colegas de graduação já atuavam em consultórios e tinham carros novos, eu vivia de bolsas de estudo”, lembrou. O professor, especialista na área de tireoide, relatou alguns pontos para quem quer seguir carreira acadêmica. “É fundamental ter uma boa comunicação interpessoal e facilidade de expressão na comunicação escrita. Além disso, é essencial ter domínio de outras línguas, no mínimo português e inglês, além de estar sempre atualizado e conhecer as novas tecnologias”, afirmou.

Outros pontos abordados por ele foi a importância de frequentar cursos e eventos de atualização, saber identificar oportunidades, tanto no sentido de sair dos grandes centros, como em relação à escolha dos temas de suas pesquisas acadêmicas. Para finalizar, lembrou que nesta área, quanto mais títulos acadêmicos tiver, melhores cargos e salários terá.

O Dr. Gilberto Paz Filho abordou a carreira do endocrinologista no exterior. Ele apresentou opções para quem pretende realmente mudar de pais e para aqueles que buscam uma experiência por lá para depois voltar ao Brasil. Segundo ele, é preciso ter a ideia clara de seus objetivos fora do país, para aproveitar ao máximo o tempo que estiver por lá. Para quem pretende mudar de país, ele orienta que curse a residência no país que pretende atuar, para evitar problemas burocráticos e falta de reconhecimento dos governos federais. O Dr. Gilberto acredita que a experiência no exterior é fundamental tanto para clínicos como para pesquisadores e lembrou que é preciso ter a mente aberta para imprevistos e saber aproveitar as oportunidades. Para finalizar, ressaltou a importância de, constantemente, realizar um balanço “work-life” (vida e trabalho, para ver se está valendo a pena, diante dos seus objetivos iniciais).

O CBEM 2014 acontece entre os dias 5 e 9 de setembro, em Curitiba (PR), e é presidido pelo Dr. Cesar Boguszewski.

 

Foto: Celso Pupo

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