Obesidade na infância e adolescência

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Obesidade na infância e adolescência

por site em 15 de abril de 2021


Dr. Osmar Monte

O rápido aumento do excesso de peso na infância e adolescência está ocorrendo na maior parte dos paises desenvolvidos ou em desenvolvimento. Desde 1970 a prevalência de sobrepeso entre as crianças tem mais do que dobrado em pré-escolares na faixa etária entre 2-5 anos e adolescentes entre 12-19 anos e mais do que triplicado em crianças entre 6-11 anos. Perto de 31% das crianças e adolescentes de ambos os sexos, na idade de 6-19 anos estão na faixa de risco para obesidade ou com sobrepeso, definido como IMC acima do percentil 85 para a idade e sexo e cerca de 16% são considerados obesos definidos com o percentil do IMC acima de 95 para a idade e sexo.

Em média a taxa de sobrepeso é igual para os meninos e meninas. Entre os anos de 1999-2002 na faixa estaria entre 6-19 anos, 29% dos meninos e 27% das meninas apresentam IMC com risco de obesidade ou com obesidade.

Alguns grupos de crianças estão mais afetados por sobrepeso que outras. Entre os meninos e homens jovens o risco de sobrepeso e obesidade é maior entre os descendentes mexicanos americanos e os afros descendentes americanos do que os brancos.

Sobrepeso e obesidade são fatores de risco maiores para o desenvolvimento de doenças crônicas com a DM2, doença cardiovascular, hipertensão e certos tipos de câncer. Algumas crianças podem desenvolver apnéia do sono, maturação sexual mais precoce, dislipidemia e doença hepática como a esteatose não alcoólica.

Certos grupos de crianças estão mais propensos a desenvolverem sérios distúrbios psicossociais relacionado ao fato de serem obesas em uma sociedade que estigmatiza essa condição. Adolescente obeso tem mais propensão a apresentar isolamento social que os de peso normal. Adolescentes de ambos os sexos que sofram preconceitos de duas fontes (familiar e amigos) apresentam maior prevalência de problemas emocionais.

A probabilidade que uma criança obesa persista como adulto obeso aumenta de cerca de 20% aos 4 anos de idade a 40%-80% na adolescência. É provável que as doenças associadas à obesidade também persistam no adulto.

A herança genética tem um papel importante na obesidade, mas não explica a sua recente epidemia. Enquanto tendo pais obesos mais que duplica o risco da criança ser obesa, a característica genética da população humana não mudou nas últimas duas décadas, enquanto a prevalência de obesidade entre as crianças e adultos duplicou.

O futuro custo social com o problema da obesidade infantil especialmente do adolescente será substancial. A hospitalização entre crianças e adolescente entre 6-17 anos por doenças relacionadas com a obesidade aumentou entre 1979 a 1999.

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