Manejo a Longo Prazo dos Prolactinomas

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Manejo a Longo Prazo dos Prolactinomas

por site em 15 de abril de 2021


Por Dra. Carolina Leães

(JCE&M 2007;92(8):2861-2865) 

Janet A. Schlechte abordou recentemente no JCE&M de forma prática e sucinta os principais aspectos do manejo dos pacientes com tumores hipofisários produtores de prolactina, os prolactinomas. No artigo, a partir de dois casos clínicos, destacam-se os questionamentos dos pacientes acerca do tempo de tratamento medicamentoso, do controle de imagem hipofisária, das alternativas de tratamento e dos objetivos do tratamento (normalizar a prolactina, reduzir o volume tumoral e aliviar os sintomas de hipogonadismo).

A autora defende o controle laboratorial anual da prolactina para pacientes portadores de microprolactinomas (tumores <1cm) e, devido à baixa probabilidade de crescimento desses tumores (6,5%), controle imagenológico com ressonância magnética apenas se houver franca elevação da prolactina sérica (valores > 250mcg/L) ou sinais de expansão tumoral como cefaléia e alteração visual.

Para macroprolactinomas, com potencial de crescimento maior, a autora sugere que após a normalização da prolactina e redução do volume tumoral o controle de imagem hipofisária possa ser repetido a cada 2-3 anos para confirmar o controle tumoral e garantir que os níveis de prolactina são indicadores confiáveis do tamanho tumoral. O artigo destaca, ainda, os efeitos da gestação, menopausa e estrógeno nos prolactinomas e o uso de anticoncepcionais orais em paciente portadoras de microprolactinomas que não desejem gestar.

Por fim, sobre a suspensão da terapia com agonistas dopaminérgicos, a autora considera bons candidatos os pacientes com microprolactinomas e normalização da prolactina e macroprolactinomas com negativação da imagem hipofisária. Apenas destaca a necessidade de redução gradual da dose do agonista nos últimos. No acompanhamento durante o primeiro ano após suspensão dos agonistas, a prolactina deve ser medida a cada três meses e a imagem repetida se elevação significativa da prolactina ou surgimento de sintomas compressivos.

Categorias: neuroendocrinologia – prolactina – tumor hipofisário – prolactinomas