Insulinas Análogas de Ação Rápida no SUS

relogio 24/02/2017 - 11:24

Os pacientes e as Sociedades ligadas ao diabetes conquistaram uma grande vitória nesta quarta-feira, 22 de fevereiro. Foi publicado no Diário Oficial da União a incorporação das Insulinas Análogas de Ação Rápida para o tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 no Sistema Único de Saúde.

O Dr. Fábio Trujilho, presidente da SBEM, comemorou a decisão e destacou que o empenho e dedicação de todas as sociedades e associações de pacientes e colegas que trabalham com o diabetes foram determinantes para essa vitória.

Segundo o endocrinologista, essa etapa tem um significado muito importante no tratamento. Além de oferecer ao paciente diabético tipo 1 um análogo de insulina de ação mais rápida, o médico destacou também outros benefícios para quem vive com diabetes. “Proporciona também absorção mais previsível e menor risco de hipoglicemias, facilitando a adesão e o controle glicêmico”.

A incorporação dessas insulinas é um tema que há muito tempo vem sendo discutido pela SBEM e demais Sociedades que tratam o diabetes. O processo, conduzido pela Dra. Karla Melo - representante da Sociedade Brasileira de Diabetes para os Projetos de Insulinas Análogas - passou por reuniões e debates ao longo dos anos.

A discussão foi intensificada após a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) apresentar um primeiro relatório de recomendação com parecer negativo sobre o assunto. Reuniões, participações em congressos e elaborações de dossiês pelas Sociedades se tornaram cada vez mais recorrentes.

Em setembro de 2016, mais um passo importante foi dado. A CONITEC disponibilizou consulta pública sobre o assunto e diversas instituições e pacientes puderam enviar suas propostas. Além disso, as principais entidades elaboraram um texto de divulgação para pacientes e familiares orientando-os quanto ao encaminhamento das sugestões à Comissão.

A aprovação da CONITEC veio em dezembro. Na época, a Dra. Karla Melo informou que o passo seguinte seria aguardar o parecer do Secretário de Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde para inclusão definitiva dessas insulinas na lista de medicamentos da rede pública de saúde.

Na ocasião, a endocrinologista destacou que esse era o resultado da união de todos - sociedades médicas e associações representativas de pessoas com diabetes – em prol de um objetivo em comum: a melhoria da insulinoterapia daqueles que vivem com diabetes tipo 1.

Para o Dr. Fábio Trujilho, a expectativa é que novas vitórias em prol da melhoria do tratamento e condição de vida dos pacientes com esse tipo de diabetes possam ser conquistadas. “O próximo passo acredito que seja o desenvolvimento de um protocolo no Ministério da Saúde para Diabetes tipo 1 onde serão avaliados os análogos de insulina basal e bomba de insulina”, concluiu.