CBEM 2014: Formação do Endocrinologista

relogio 05/09/2014 - 16:30 Congresso Nacional

Saindo um pouco das tradicionais palestras científicas, a primeira manhã do 31º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia (CBEM 2014) contou com um seminário voltado para a orientação aos jovens médicos. Intitulado “Novas Lideranças da SBEM: Ligas e Orientação de Carreira”, o seminário foi dividido em duas partes abordando a formação do endocrinologista e desafios e gratificações no decorrer da carreira, em diferentes áreas de atuação. Confira, abaixo, as principais dicas da primeira etapa.

Para começar, a Dra. Vivian Ellinger, falou sobre a criação da Comissão de Ligas Acadêmicas dentro da SBEM e apresentou o Regulamento da referida Comissão. Tal documento já foi aprovado pela Diretoria e área jurídica da Sociedade e, em breve, será disponibilizado aqui no site da SBEM. “Sabemos que existem ligas acadêmicas nas universidades, mas não há um cadastro delas e as mesmas ainda não são credenciadas. Com a criação da Comissão de Ligas, dentro da SBEM, e a validação do regulamento apresentado neste Congresso, os grupos que se cadastrarem na Sociedade passarão a ser reconhecidos, tendo direitos e deveres perante a SBEM, como, por exemplo, descontos em eventos científicos e acesso à área restrita do site da Sociedade”, informou a Dra. Vivian.

O Dr. Francisco Bandeira (foto) falou sobre os programas de residência e especialização. A endocrinologia é uma especialidade que tem como pré-requisito a clínica médica, mas, segundo o Dr. Bandeira, existem alguns desvios na formação do endocrinologista no Brasil. Um deles é que nem todos os serviços credenciados pela Associação Médica Brasileira (AMB) exigem esse pré-requisito para a formação do endócrino. Outro desvio é o fato de algumas especializações, que inicialmente eram parte da endocrinologia, como a nutrologia, só terem a clínica geral como pré-requisito. “Nós avançamos, mas, como tudo no Brasil, não existe uma uniformidade na formação dos endocrinologistas, não existe uma união entre os serviços credenciados e faltam procedimentos oficiais para a prática do endócrino”, afirmou o Dr. Bandeira.

Para fechar este ciclo, a Dra. Margaret de Castro abordou a Pós-Graduação Stricto Sensu que, em geral, só é cursada por profissionais que pretendem seguir a carreira acadêmica. “Tendo em vista que a Pós Stricto não dá direito ao médico atuar como endocrinologista, como e por que estimular que os doutores busquem um curso deste nível?”, questionou. Segundo ela, também nesta área acadêmica existe uma falta de uniformidade nos programas e cursos disponíveis. “No Brasil, temos 66% dos médicos com Pós-Graducação Stricto Sensu nas universidades; 26% atuando em indústrias e somente 8% destes profissionais atuando nos consultórios e hospitais. Muitos médicos cursam até a Pós Lato Sensu e depois seguem na prática clínica”, afirmou a Dra. Margaret.

O CBEM 2014 acontece entre os dias 5 e 9 de setembro, em Curitiba (PR), e é presidido pelo Dr. Cesar Boguszewski.

 

Foto: Celso Pupo

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