FDA Aprova Insulina inalada

relogio 30/06/2014 - 15:20 Notícias

No último dia 27 de junho, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou a utilização do Afrezza no tratamento do diabetes nos Estados Unidos. A informação foi publicada no seu site oficial e recebida de forma muito positiva pelo Departamento de Diabetes da SBEM, representado pela Sociedade Brasileira de Diabetes, tendo como presidente o Dr. Balduíno Tschiedel. O medicamento é uma insulina de ação rápida, em formato de pó, que deve ser inalada antes de cada refeição para melhorar o controle glicêmico de adultos com diabetes.

Dr. Balduino TschiedelO Dr. Balduíno afirma que esta liberação é muito importante pois abre um novo leque de possibilidades terapêuticas para o emprego da insulina em adultos com diabetes mellitus. "Isso porque, tradicionalmente, o uso da insulina é vinculado à injeção subcutânea, o que afasta muitos pacientes com diabetes mellitus tipo 2, potencialmente tratáveis com insulina, dessa substância. Já para os pacientes com diabetes tipo 1, dependentes portanto de insulina, esse tratamento inalável pode permitir a diminuição do número de injeções por dia, pois o paciente necessitará usar apenas a insulina basal", completa o médico.

Contudo, é importante lembrar que para que este medicamento seja usado no Brasil é preciso passar por outros estudos e aprovações, de órgãos nacionais, como da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mesmo nos Estados unidos, o medicamento precisará passar por pesquisas clínicas para que possa ser consagrado como alternativa no tratamento do diabetes. O Dr. Balduíno recorda, ainda, que anos atrás, uma experiência anterior com insulina inalável não foi bem sucedida do ponto de vista clínico, e o medicamento (insulina Exubera) foi retirado do mercado por supostos problemas mercadológicos. "Como todo medicamento novo, a insulina Afrezza precisará passar pelo crivo dos pacientes e de seus médicos prescritores, para realmente comprovar sua utilidade, mas tudo indica que será mais um medicamento importante no arsenal terapêutico à disposição do paciente com diabetes", finaliza.

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