EndoRecife 2014: Uso de Anabolizantes

relogio 06/06/2014 - 20:28 Eventos Médicos

EndoRecife 2014 - de 5 a 7 de junho - Press Release:

As observações do médico Renan Montenegro Júnior sobre o uso indiscriminado de anabolizantes e suplementos são alarmantes. Um desafio para os endocrinologistas, pois os riscos para a saúde são enormes. Segundo o médico, os anabolizantes hormonais são a segunda droga de maior uso entre adolescentes de 12 a 17 anos.  “Os jovens não estão preocupados com as consequências e se deixam influenciar facilmente”, diz. E mesmo os suplementos comercializados legalmente podem representar um perigo à saúde. Renan Montenegro foi destaque, nesta sexta-feira (06/06), segundo dia do EndoRecife, congresso que acontece, no Summerville Resort, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco,​ e segue até sábado (07/06).  

O especialista ressalta os principais efeitos colaterais em homens e mulheres. “Os riscos e sequelas são enormes: de infarto, aumento do colesterol, o crescimento de mamas em homens (ginecomastia), aparecimento de acne, infertilidade, agressividade, dependência química e até a morte”, explica. E entre as mulheres há também o crescimento de pêlos, alterações na voz de maneira irreversível e distúrbios menstruais.

Estima-se que no Brasil existem três milhões de praticantes de academia. Entre eles, de 8 a 55% fazem uso de anabolizantes e 8 a 70% de suplementos. Entre os freq​uentadores, instrutores e alunos, estão aqueles que sem qualquer tipo de orientação profissional, fazem uso, comercialização e fazem marketing de substâncias que não t​êm o efeito comprovado. Um mercado bastante lucrativo e que se alimenta da necessidade de uma melhor aparência e rendimentos.

Os anabolizantes e suplementos não são por completo vilões, em condições muito específicas, podem ser indicados por médicos como em doenças e distúrbios endócrinos, mas apenas o especialista pode acompanhar e prescrever. Atletas de alto desempenho com restrição alimentar, altas necessidades energéticas, alimentação desequilibrada e que têm em suas dietas suplementos indicados por uma equipe de profissionais não sofrem com nenhum efeito colateral.

Por se tratar de um caso que já é questão de saúde pública, o especialista vê o assunto com cautela e recomenda: “maior controle dos produtos comercializados, estudos dos seus efeitos, além de conscientizar os jovens sobre os riscos. Já que eles fazem parte do grupo de maior risco”, afirma.

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