Diabetes: Novo Medicamento

relogio 06/08/2009 - 14:33

A Food and Drug Administration (FDA), órgão que regula a comercialização de remédios e alimentos nos Estados Unidos, aprovou a utilização da Saxagliptina (nome comercial Onglyza) como uma nova opção de controle da glicemia no diabetes tipo 2. A liberação ocorre após estudo com mais de 5 mil pessoas.

Segundo os resultados da pesquisa, durante a fase de testes, pessoas que receberam a Saxagliptina tiveram seus níveis glicêmicos estabilizados, nas três medidas de controle estudadas: A1C, glicose
plasmática em jejum (FPG) e glicose pós-prandial (PPG), tanto em conjunto com metformina, sulfoniluréias e TZDs, quanto usada como monoterapia. Ainda conforme os dados apresentados, e que estão sendo divulgados, o novo medicamento se mostrou neutro em comparação ao placebo em termos de peso corporal e lipídios.

De acordo com a FDA, os efeitos colaterais da Saxagliptina foram semelhantes aos do placebo: infecção do trato respiratório superior, infecção do trato urinário e dor de cabeça. O medicamento não foi estudado em pacientes submetidos à diálise peritoneal. A FDA recomenda a avaliação da função renal antes do início do tratamento e após, de forma periódica.

Dosagem

A empresa responsável pelo desenvolvimento do medicamento, diz que a Saxagliptina pode ser ingerida independentemente das refeições, numa dose única diária, de 2,5 mg ou 5 mg. Ela também é recomendada para  pacientes adultos com comprometimento renal moderado a grave ou doença renal em estágio final que requer hemodiálise.

O novo medicamento faz parte do grupo de remédios antidiabéticos chamado de inibidores da dipeptidil peptidase (DDP-4). Ele é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, como um adjuvante à dieta e exercícios para melhorar o controle do açúcar em adultos.

Como funciona

A incretina ajuda o organismo a regular os níveis de glicose após as refeições, atuando na secreção pancreática da insulina e glucagon. Segundo os resultados apresentados, a Saxagliptina aumenta e prolonga a ação desse hormônios, inibindo a enzima DPP4, que desativa as incretinas normalmente dentro de alguns minutos.

A inibição da enzima DPP4 faz com que o pâncreas aumente a produção de insulina e reduza a produção de glucagon. Estes efeitos são dependentes da glicose e aumentam a resposta natural do organismo aos alimentos, reduzindo os níveis de açúcar no sangue antes e após as refeições.

Atualmente, há dois medicamentos dessa classe (os inibidores da DPP-4), comercializados no Brasil: a vildagliptina e a sitagliptina.