Diabetes Impact Survey

relogio 18/02/2009 - 16:48

por Flavia Garcia

Mais de 1.400 pessoas – sendo 866 profissionais de saúde e 607 pacientes da Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, México e Índia – participaram da pesquisa Diabetes Impact Survey, encomendada por um laboratório farmacêutico (Merck Sharp & Dohme).

Com o objetivo de avaliar o impacto socioeconômico do diabetes mellitus tipo 2, o grupo comparou os dados obtidos com a pesquisa, com os dados da International Diabetes Federation (IDF), que mostra o diabetes como uma epidemia global. Segundo a pesquisa, menos da metade dos pacientes com DM2, em tratamento, estão com o nível de glicose no sangue normalizado. Além disso, 40% das pessoas com diabetes tipo 2 apresentam alguma complicação crônica.

A pesquisa revelou, ainda, que ultimamente os médicos têm receitado terapias adicionais, desde os primeiros contatos com os pacientes, como forma de reduzir a progressão da doença. Esta teoria é defendida pelo Dr. Anthony Barnett, um dos médicos envolvidos nesta pesquisa, diabetologista e professor de Medicina da Universidade Birmingham (Reino Unido). Dos pacientes entrevistados, 31% concordaram com a opinião do especialista, dizendo que o acesso a tratamentos mais eficazes lhes permitiria controlar melhor o diabetes tipo 2.

Em relação aos custos, 75% dos médicos entrevistados estimaram que, no seu país, o impacto econômico do diabetes é de até US$ 5 bilhões. Entretanto, no México, por exemplo, os custos são de US$ 15 bilhões e no Canadá são de US$ 9 bilhões. Entre os pacientes, 75% declarou ter sido afetado financeiramente após o diagnóstico da doença e, em cada seis pacientes, um teve que parar de trabalhar por causa do diabetes. Além disso, 10% dos entrevistados foram internados no último ano e 20% relataram ter tido o exercício de sua profissão afetada pelas complicações do diabetes.

Contudo, a pesquisa concluiu que o tratamento multidisciplinar e contato mais frequente do médico com o paciente são estratégias que podem amenizar a situação do DM2. Além disso, apresentou as seguintes sugestões: ampliar o acesso aos medicamentos para reduzir custos de hospitalização e de tratamento das complicações associadas; prescrever um tratamento efetivo o mais cedo possível; desenvolver medicamentos de dose única diária e baixos efeitos colaterais, como forma de melhorar a adesão dos pacientes e empregar recursos governamentais na prevenção das complicações e não no seu tratamento.

Epidemia do Diabetes

Segundo a IDF, 6% da população mundial têm diabetes (sendo mais de 246 milhões de pessoas). Se nada for feito, a projeção é que, em menos de 20 anos, o total de pacientes chegue a 380 milhões. Além disso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) atribui o óbito de 3,8 milhões de pessoas, em 2007, às complicações do diabetes.