Diabetes: Esclarecimentos sobre Medicamento

relogio 20/05/2013 - 14:11 Notícias

Recentemente a Merck divulgou um comunicado em função da divulgação de uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a a suspensão da importação dos produtos Glifage XR 500mg, Glucovance 250mg/1,25mg, Glucovance 500mg/2,5mg, Glucovance 500mg/5mg e Glucovance 1000mg/5mg fabricados pela empresa Merck Santé S.A.S., França, por não atender às exigências regulamentares da Agência.

O comunicado oficial enviado foi:

A resolução RE n° 1.736, de 14 de maio de 2013 da ANVISA determinou a suspensão da importação dos produtos Glifage XR 500mg, Glucovance 250mg/1,25mg, Glucovance 500mg/2,5mg, Glucovance 500mg/5mg e Glucovance 1000mg/5mg fabricados pela empresa Merck Santé S.A.S., França, por não atender às exigências regulamentares da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A Merck S.A já informou à ANVISA de que não existe risco de desabastecimento do mercado interno, tampouco do programa Farmácia Popular, tendo em vista que os produtos Glifage XR e Glucovance, exceto o Glucovance 1000mg/5mg, são fabricados em suas instalações no Brasil. A unidade brasileira se encontra devidamente certificada pela ANVISA e, portanto, os produtos nela fabricados estão aptos a serem comercializados normalmente no mercado brasileiro.

A nota oficial está publicada no site da Anvisa.

Com intuito de esclarecer os pacientes, a SBEM Nacional, através de sua presidente, Dra. Nina Musolino, fez contato com a empresa que explicou que há registro na Anvisa tanto das medicações importadas da França como da medicação fabricada no Brasil. Segundo o as explicações dadas, há cerca de dois anos o Glifage XR e o Glucovance (exceto o Glucovance 1000mg/5mg) são fabricados no Brasil e, atualmente, o mercado ocupa apenas a medicação fabricada aqui sendo importado da França apenas o Glucovance 1000.
 
Segundo informações passadas pela Merck, não houve erro da Anvisa já que há o registro da medicação importada mas o mercado não será alterado pela proibição da importação já que o que é vendido aqui não é importado, exceto o Glucovance 1000mg/5mg. Mesmo este Glucovance que já esteja nas casas ou nas farmácias poderá ser consumido e comercializado apenas não será mais importado até a liberação da Agência.
 
A Dra. Rosane Kupfer, membro da diretoria da SBEM Nacional, explica que a notícia foi captada pela mídia leiga e gerou uma enorme preocupação pois trata-se da droga mais usada no tratamento do diabetes tipo 2. Além dsso é distribuída gratuitamente pelo SUS nas versões de liberação rápida e de liberação lenta. A companhia responsável pela fabricação rapidamente esclareceu que a droga usada no Brasil, com exceção do Glucovance 1000mg/5mg, é fabricada aqui mesmo, dentro das normas da Anvisa e portanto não haverá desabastecimento. "Creio que é fundamento a divulgação desta informação aos pacientes para que não se crie um pânico desnecessário. Ao mesmo tempo vamos monitorar os acontecimentos", disse a médica.

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