CBAEM/COPEM: Curso Pré-Congresso: Desintometria Óssea

relogio 24/08/2011 - 10:31 Congresso Nacional

Uma das primeiras atividades do CBAEM/COPEM foi o Curso Pré-Congresso “Desintometria Óssea para Endocrinologistas”, realizado na manhã do dia 24 de agosto, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O tema chamou a atenção dos congressistas e reuniu uma grande quantidade de pessoas dentro da sala, que atingiu sua lotação máxima.

O primeiro a falar foi o Dr. José Augusto Sisson de Castro, que apresentou o tópico “Indicação Atual para o Exame da Desintometria Óssea segundo a ISCD e SBDens. Ele chamou a atenção para as diferenças étnicas entre as populações, que podem interferir nos fatores de risco de fraturas nas pessoas.

Citando estudos atuais, Dr. José Augusto afirmou que diabetes, hiperparatireoidismo, níveis baixos estrogênicos e de testosterona, anorexia, depressão, pós cirurgia bariátrica, entre outros, podem ser considerados fatores de risco para presença de faturas na maioria dos casos. De acordo com ele, o endocrinologista tem papel fundamental no tratamento de problemas ósseos, já que muitos fatores estão relacionados a problemas hormonais.

O especialista disse ainda que os medicamentos já usados pelos pacientes também devem ser levados em consideração. “Sabemos substâncias como corticóides, medicamentos para câncer em várias fases, hormônios tireoidianos, entre outras, interferem na massa óssea e isso deve ser investigado”, afirma.

O segundo tema do curso, “Leitura Clínica do Exame: Cuidado com as Armadilhas” foi apresentado pela Dra. Chyntia Brandão. A especialista chamou a atenção para os diversos fatores que podem influenciar na interpretação dos exames de massa óssea. “Piercing, próteses de silicone e gênero maculino ou feminino são alguns deles”, afirmou. Dra. Chyntia exemplificou a palestra através de slides com raios-x que podem fazer com que ocorram os erros de interpretação.

Outro tema que chamou bastante atenção no curso foi “Crianças e Adolescentes: Quando Pedir e como Diagnosticar?”, apresentado pelo Dr. Luiz Cláudio de Castro. Na palestra, o especialista falou sobre as dificuldades de diagnóstico em crianças, já que, apesar de doenças de impacto negativo nos ossos, a maioria delas são aparentemente saudáveis. “A maior parte das fraturas acontecem quando elas estão brincando ou praticando esportes”, afirma.

Segundo Dr. Luiz Cláudio, na interpretação dos dados e na solicitação de exames, devem ser levadas em consideração as características fisiológicas do crescimento. “Quando crescemos, não ganhamos apenas massa óssea, mas mudamos o formado do nosso esqueleto, sofremos alterações na composição corporal, hormonal, o que interfere na qualificação óssea”, explica.

Na sequência, o Dr. Luiz Griz falou sobre a “Investigação Clínica da Osteoporose Dintométrica”, o Dr. João Lindolfo Borges apresentou o tema “Medicações para Osteoporose e seu Risco de Fratura” e o Dr. Sergio Stesuo Madea comentou o tópico “Ferramentas para Monitoração do Tratamento”.  

Confira algumas fotos:

Visão geral da sala: lotação esgotada

Dr. José Augusto Sisson de Castro

 Dr. Luiz Cláudio de Castro

Dra. Chyntia Brandão

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