Congremem 2011 - Osteoporose no Homem e Vitamina D

relogio 14/11/2011 - 15:20 Eventos Médicos

Uma das palestras que chamou a atenção de grande parte dos participantes do Congremem 2011 foi a apresentada pelo Dr. Caio Moreira, que falou sobre Osteoporose no Homem. “Esse é um tema que não é muito discutido e faltam muitos estudos sobre ele. É importante ressaltar, de cara, que a osteoporose no homem é bem diferente da osteoporose na mulher”, disse.

De acordo com Dr. Caio, a osteoporose masculina acaba sendo subdiagnosticada e, em muitos casos, médicos acabam estrapolando o tratamento feito na mulher para o tratamento do homem.

Segundo o especialista, entre os fatores que contribuem para a fragilidade óssea no homem está, em primeiro lugar, a genética, seguida pelas alterações nos níveis hormonais e as doenças que causam a osteoporose secundária. “É importante lembrar que, tanto na mulher quanto no homem, a osteoporose pode levar à morte ou à eterna dependência”, disse.

O especialista falou ainda sobre as três maiores causas da fragilidade óssea no homem: o alcoolismo, o excesso de glicocorticóide e o hipogonadismo, provocado pelo recente aumento de terapia hormonal supressiva.

Dr. Caio comentou ainda sobre as novas tecnologias existentes para exames mais aprofundados da osteoporose e finalizou afirmando a importância do diagnóstico.

Logo após a palestra do Dr. Caio, foi a vez da Dra. Victória Zegbhi Borba apresentar o tema Vitamina D: O quanto é suficiente?. Logo na abertura do tema, a especialista avisou: “É uma situação difícil de se saber”.

Durante a apresentação, Dra. Vctória falou sobre a importância da exposição solar e ressaltou que existe, em todo o mundo, uma deficiência muito grande de Vitamina D. “O manejo de vitamina D nos dias de hoje é importante não apenas para evitar o raquitismo, mas também para reduzir os riscos de osteoporose”, afirmou.

Segundo a endocrinologista, antigamente a discussão era se deveria ser feito ou não o tratamento com a vitamina D. “Hoje em dia, a dúvida é outra. Sabemos que o tratamento é importante, mas não sabemos quais as doses mais adequadas nas mais variadas situações”. Após apresentar diversos estudos, a especialista afirmou que é necessária a análise de cada caso do pacientes. “Usem o bom senso, é a melhor maneira de se prescrever vitamina D”, finalizou.

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