CBEM 2012: Desreguladores Endócrinos e Meio Ambiente

relogio 08/11/2012 - 11:24 Congresso Nacional

Considerado um dos temas mais discutidos da atualidade, os efeitos dos desreguladores endócrinos no meio ambiente e na saúde humana foram destaque na manhã desta quinta-feira, segundo dia do CBEM 2012. A apresentação foi feita pelo Dr. João Paulo Machado Torres e teve como objetivo entender a dinâmica destes poluentes no meio ambiente, associados à desregulação hormonal.

O especialista enfatizou a ação dos poluentes orgânicos persistentes (POPs). “Estas substâncias não vão embora do ambiente, permanecem praticamente inalterados, são tóxicos, se biacomulam e têm um grande poder dispersivo, ou seja, uma vez contaminado determinado ambiente, vão contaminar a dezenas e milhares de quilômetros”, explicou.Segundo Dr. João Paulo, são várias as substâncias que possuem a capacidade de afetar o sistema endócrino, tais como, substâncias sintéticas (alquilfenóis, pesticidas, ftalatos, policlorados de bifenilas (PCD), bisfenol A, substâncias farmacêuticas, entre outras) e substâncias naturais (estrogênios naturais e fitoestrogênios).

Entre outros exemplos desses elementos estão os inseticidas usados no passado, incluindo o DDT. “A utilização deste inseticida foi tão grande que virou um verbo utilizado até hoje: dedetizar. Mesmo tendo sido proibido, ainda podemos sentir os efeitos”, afirmou. Outras substâncias citadas foram os éteres de difenil-polibromatos, encontradas em computadores, colchões, etc. Segundo o especialista, entre as consequências do contato com poluentes está o câncer, diabetes, obesidade, hipotiroidismo, problemas cognitivos, má formação fetal, entre outros.

Entre os efeitos citados pelo especialista no meio ambiente estão a diminuição na eclosão de ovos de pássaros, peixes e tartarugas; feminização de peixes machos; problemas no sistema reprodutivo em peixes, alterações no sistema imunológico de mamíferos marinhos, entre outros.

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Pro Endocrino abril 2019