CBAEM/COPEM: Doenças Adrenais ao Redor da Vida

relogio 25/08/2011 - 13:38 Congresso Nacional
Um dos temas que chamou muita atenção dos Congressistas no segundo dia de CBAEM/COPEM foi a Conferência “Doenças Adrenais ao Redor da Vida”, presidida pela Dra. Milena Caldato, presidente do Departamento de Adrenal e Hipertensão da SBEM.

O primeiro a falar foi o Dr. Daniel Soares Freire, que apresentou o tópico “Incidentaloma Adrenal”. O especialista chamou a atenção para os números de incidência dos Incidentalomas. “É importante que o endocrinologista saiba lidar com esses casos, já que é uma condição comum na prática clínica, chegando a atingir cerca de 4% da população, ou seja, cerca de 270 milhões de pessoas”, afirmou. De acordo com o especialista, o envelhecimento da população é um dos fatores que mais contribui com o aumento dos casos.

Dr. Daniel afirmou ainda que, pelo fato do tratamento cirúrgico não ser uma opção terapêutica viável sob os aspectos médicos e econômicos, cabe ao endocrinologista a decisão final sobre quem será submetido à cirurgia e quem deverá ser acompanhado. Para isso, devem ser lavados em conta as seguintes questões: O tumor é maligno? O tumor é funcionante? Segundo o especialista, o  tamanho do tumor, as características de imagens dos exames tem papel fundamental no diagnóstico. Já avaliação funcional determina se o tumor tem autonomia para secreção de catecolaminas, aldosterona ou cortisol.

No caso de necessidade de cirurgia, o mais indicado é a Laparoscopia, pela recuperação mais rápida, sendo contra-indicados apenas os pacientes com suspeita de carcinoma de córtex adrenal. Para os não operdados, deve-se repetir a tomografia num intervalo de três a 12 meses para tentar identificar algum tumor de crescimento rápido. Se for observado o crescimento, pode ser indicada a cirurgia. Sem crescimento, é indicado controle anual com US (se possível).

O segundo tópico da conferência foi “Tumorigênese Adrenal”, apresentado pelo Dr. Madson Almeida. O especialista iniciou sua apresentação mostrando a epidemiologia, afirmando que a incidência de tumores adrenocorticais é muito elevada no Brasil, sendo de 10 a 15 vezes maior que a média mundial. O especialista chamou a atenção, também, para o fato de que os tumores adrenocorticais em crianças se comportam de maneira diferente do que em adultos, e, segundo ele, isso deve ser observado pelo endocrinologista.

De acordo com Dr. Madson, existem poucas opções terapêuticas para os pacientes com carcinoma adrenocortical e as novas descobertas sobre a a patogênese dessa doença letal são urgentemente necessárias.

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